A disputa presidencial de 2026 não acontece somente entre os candidatos diretos à Presidência da República. Isso porque os aliados que estiverem entre colégios eleitorais estratégicos podem mudar o resultado das urnas até outubro.
Além disso, as mudanças para os próximos quatro anos de mandato são relevantes: o Senado mudará dois terços de suas vagas e os parlamentares devem permanecer pelos próximos oito anos.
Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), isso provoca uma real chamada por “Vingadores” para ajudar com sua campanha neste ano. Mais ainda está em jogo para Lula: suas escolhas para recomendação ao Senado devem ser determinantes para que consiga formar um bom equilíbrio — ou maioria — pelos quatro anos seguintes ao seu mandato, período em que não poderá ser reeleito.
Até o momento, ele foca em uma estratégia para São Paulo, que é um dos mais importantes colégios eleitorais para a disputa presidencial.
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), anunciou na última quinta-feira (12) que concorrerá ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026. Por sua vez, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também a pedido de Lula, afirmou que vai concorrer ao Palácio dos Bandeirantes como oposição ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Por que Lula indicou Simone Tebet ao cargo do Senado?
Apesar de não definir o partido pela qual a ministra pretende disputar um dos três cargos destinados a São Paulo na Casa Legislativa, em declaração à imprensa, Tebet afirmou que a candidatura foi sugerida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com o apoio do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). As informações são do Money Times.
“O presidente pediu claramente que eu pudesse ser candidata ao Senado por São Paulo, eu fiquei de dar uma resposta apenas por uma razão, eu precisava das bênçãos da minha mãe e isso aconteceu ontem (quarta-feira, 11), eu decidi cumprir a missão”, declarou à imprensa local.
“São Paulo é atravessar um rio, é atravessar uma ponte, é onde eu fiz meu mestrado, é onde eu tive uma projeção política, é onde eu vou sempre visitar as minhas filhas que moram em São Paulo, eu tenho uma relação muito próxima de São Paulo”, acrescentou.
Em 2022, na disputa pela presidência, Tebet recebeu um terço dos votos de São Paulo, de acordo com a ministra.
Uma pesquisa Datafolha divulgada nesta semana mostra que Tebet possui 25% das intenções de voto na disputa pelo Senado por São Paulo em diversos cenários, enquanto não ocupa posição relevante na disputa como governadora do estado.
A segunda vaga ainda não possui indicações.
Haddad é principal candidato contra a oposição
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve sair do comando do ministério nas próximas semanas com a intenção de concorrer ao governo de São Paulo nas eleições de 2026, de acordo com fontes ouvidas pelo g1.
O comando da pasta segue para Dario Durigan, hoje secretário-executivo.
A confirmação de Haddad na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes surge após pesquisas eleitorais mostrarem um cenário apertado para outros candidatos frente ao atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O ministro da Fazenda já havia expressado seu desinteresse em participar da campanha eleitoral, mas foi convencido após pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os resultados das pesquisas.
A pesquisa Datafolha divulgada no último domingo (08) indica que Tarcísio é o principal candidato na disputa ao Palácio dos Bandeirantes. Em seguida, aparece Fernando Haddad (PT). As informações são do Estadão.
No primeiro turno, Tarcísio aparece com 44% das intenções de voto contra 31% de Haddad. Demais respondentes indicaram intenção de voto para Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB), ambos com 5%; e Felide D’Avila (Novo), com 3%. Cerca de 11% dos brasileiros afirmaram votar branco, nulo ou nenhum dos candidatos apresentados.
Geraldo Alckmin pode tentar novo cargo?
Até o momento, não há confirmações de que o vice-presidente Geraldo Alckmin deva sair da chapa de Lula para as eleições de 2026.
No entanto, ele é um nome relevante para o colégio eleitoral de São Paulo, visto que foi governador do estado de 2011 a 2018.

