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Geopolítica

Retirada das sanções americanas ao petróleo russo pode alongar Guerra na Ucrânia; veja como

A Rússia está gerando receita adicional de até US$ 150 milhões por dia com as vendas

Retirada das sanções americanas ao petróleo russo pode alongar Guerra na Ucrânia; veja como

A Rússia está gerando receita adicional de até US$ 150 milhões por dia com as vendas de petróleo aos Estados Unidos em meio ao conflito no Oriente Médio, que bloqueou o principal canal de comércio da commodity no Golfo Pérsico.

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Para diminuir os efeitos da alta dos preços do barril, o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu suspender as sanções americanas ao petróleo russo no mar. As informações são do Washington Post.

A licença de 30 dias foi anunciada nesta semana pelo Departamento do Tesouro dos EUA, que permite aos negociadores de energia comprar petróleo bruto russo já carregado em navios-tanque sem receio de sanções secundárias.

Para a Rússia, isso significa mais financiamento para a guerra contra a Ucrânia. Vale lembrar que as sanções estavam impostas a fim de evitar o fluxo de dinheiro para esse conflito, iniciado em 2022.

Analistas ouvidos pelo periódico americano afirmaram que a medida pode afetar cerca de 128 milhões de barris de petróleo, o que pode comprometer quatro anos de sanções destinadas a conter o esforço de guerra de Moscou.

No ano passado, o Departamento do Tesouro dos EUA sancionou as principais petrolíferas russas, Rosneft e Lukoil, forçando Moscou a vender para outros países com descontos que chegavam a quase US$ 30 por barril.

Agora, os bombardeios ao Irã fizeram com que o preço do petróleo bruto russo Urals dobrasse neste mês, ultrapassando os US$ 80 por barril.

Para os países que mais dependem de petróleo do que exportam, os mais prejudicados são China, Índia, Coreia do Sul e Japão.

Praticamente todo o petróleo que abastece essas nações passa pelo Estreito de Ormuz, agora bloqueado. Já a Europa enfrenta dificuldades com o gás natural.

O que é o Estreito de Ormuz e como seu bloqueio afeta a demanda de petróleo?

O Estreito de Ormuz é dominado pelo governo iraniano e uma maneira de fechar a região seria através da instalação de minas marítimas, uso de embarcações rápidas armadas, submarinos e mísseis costeiros, de acordo com a Politize!.

Isso impacta todo o comércio marítimo, além da economia mundial. Funciona assim: com a principal via de petróleo e gás natural fechada, a demanda por esses combustíveis seguiria aumentando, o que consequentemente aumenta o preço das commodities.

Além do risco do produto não chegar ao destino final, os valores pagos por petróleo seriam mais altos do que normalmente, visto que a produção de distribuição estariam comprometidas.

Em meio ao bloqueio do Estreito e ataques a territórios iranianos, foi criado um vácuo de poder e elevou o risco de um conflito prolongado no Oriente Médio, afetando não apenas bolsas internacionais, mas também a percepção sobre o real e investimentos no Brasil.

Brasil não possui exposição direta ao conflito

Apesar do cenário de instabilidade, a exposição direta do Brasil ao conflito é considerada limitada, visto que o país é exportador de petróleo bruto. Ainda que a importação de derivados seja alta, especialmente para o diesel, a participação de países do Golfo Pérsico como fornecedores é relativamente pequena.

MME criou uma Sala de Monitoramento do Abastecimento para analisar essa questão, que acompanha diariamente as condições do mercado nacional e internacional de combustíveis em articulação com órgãos reguladores e com os principais agentes do setor nos elos de fornecimento primário e distribuição.

Segundo o governo, o objetivo é identificar rapidamente eventuais riscos ao abastecimento e coordenar as medidas necessárias para preservar a segurança energética e a normalidade do fornecimento de combustíveis no país.

Petrobras, empresa estatal brasileira de produção de petróleo, afirmou na última segunda-feira (2) que não há risco de interrupção das importações e exportações da commodity no momento.

Apesar do Brasil contar com extração nacional de petróleo, boa parte do combustível em formato de gasolina e outros combustíveis ainda é, em sua maior parte, importado.

Porém, em nota enviada ao CNN Money, a empresa disse que possui rotas alternativas fora da região de conflito. Dessa forma, a estatal afirma que conta com uma estratégia que “dá segurança e custos competitivos para as operações da companhia, preservando as margens”. Na prática, pode trazer alívio ao bolso dos consumidores, visto que a demanda não está completamente comprometida.

“Os fluxos de importação da Petrobras são majoritariamente fora da região de crise e as poucas rotas que existem podem ser redirecionadas”, relata a companhia.

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