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Economia

Produção industrial dos EUA sobe, mas não deve impactar na decisão de juros

Os riscos da guerra arrefeceram grandes avanços do indicador

Produção industrial dos EUA sobe, mas não deve impactar na decisão de juros

A produção industrial dos Estados Unidos registrou alta de 0,2% em fevereiro na comparação com o mês anterior. O Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) divulgou a informação nesta segunda-feira (16), às vésperas da reunião de política monetária.

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De acordo com a CNN, analistas ouvidos pela FactSet projetavam avanço de 0,3% no período. Em janeiro, o dado não foi alterado, mostrando aumento de 0,7% em relação a dezembro.

Segundo o Fed, a taxa de utilização da capacidade instalada se manteve estável de janeiro para fevereiro, em 76,3%.

Apesar dos dados positivos para a produção industrial, a decisão de juros pode não vir conforme esperado.

O que esperar dos juros americanos?

Conforme mostrou O Brasilianista, o aumento, estabilidade ou corte de juros nos EUA impacta todas as economias globais, visto que o país domina boa parte das estruturas comerciais do mundo. Em meio à guerra iniciada contra o Irã, investidores ficam na dúvida em relação ao possível corte de juros básicos que está previsto.

A guerra entre Estados Unidos e Irã pode durar quatro a cinco semanas ou mais, segundo declarações recentes do presidente americano Donald Trump. Enquanto isso, o valor do petróleo sobe exponencialmente e a inflação também avança.

Segundo o The New York Timesos operadores do mercado futuro de fundos federais não preveem cortes nas taxas de juros em 2026, mesmo após projetarem dois cortes no segundo semestre do ano anterior à guerra. Isso não significa, no entanto, um aumento, mas a taxa pode se manter igual.

Federal Reserve manteve os juros básicos da economia americana inalterados em decisão da última reunião, realizada no dia 28 de janeiro de 2026, a primeira do ano. As taxas operam no patamar entre 3,5% e 3,75%.

Esse é um movimento destoante das últimas três reuniões da autoridade monetária dos EUA, quando o banco central havia reduzido as taxas de juros em meio a pressões da Casa Branca. Vale lembrar que o resultado influencia todo o mercado financeiro, que deve estar mais vigilantes de suas práticas.

Funciona assim: redução de juros pode aumentar o investimento estrangeiro nos EUA, mas não ajuda a controlar a inflação, o que prejudica os consumidores. Conforme explicado pelo O Brasilianista, a decisão do Fed foi tomada por três motivos.

Como fica o cenário para o Brasil?

Para o Brasil, as incertezas da guerra colocam o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) a analisar os possíveis impactos na inflação.

Ainda assim, como explica o InfoMoney, apesar da pressão dos EUA e da crise energética, a autoridade monetária deve começar o ciclo de cortes de juros.

Economistas ouvidos pelo InfoMoney indicaram que, o que pode mudar é a intensidade do corte. Ou seja, a possibilidade é de abaixar a Selic para 14,75% ao ano — ao invés de 14,5% ao ano.

Vale lembrar que a Selic influencia: o consumo das famílias, o custo do crédito e o nível de investimentos. Juros altos reduzem o consumo e ajudam a conter a inflação. Juros mais baixos estimulam compras e investimentos.

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