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Geopolítica

Como a Guerra no Irã pode afetar o corte de juros do Fed?

O aumento, estabilidade ou redução das taxas nos EUA impacta todas as economias globais

Como a Guerra no Irã pode afetar o corte de juros do Fed?

Esta semana será marcada pela decisão de política monetária dos Estados Unidos, bem como a do Brasil. Nesta terça (17) e quarta-feira (18), o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e Comitê de Política Monetária (Copom) realizam reuniões, separadas, no que o mercado financeiro chama de Super Quarta, para definir o rumo dos juros básicos de cada economia.

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O aumento, estabilidade ou corte de juros nos EUA impacta todas as economias globais, visto que o país domina boa parte das estruturas comerciais do mundo. Em meio à guerra iniciada contra o Irã, investidores ficam na dúvida em relação ao possível corte de juros básicos que está previsto.

A guerra entre Estados Unidos e Irã pode durar quatro a cinco semanas ou mais, segundo declarações recentes do presidente americano Donald Trump. Enquanto isso, o valor do petróleo sobe exponencialmente e a inflação também avança.

Dois dias antes do início do conflito com o Irã, o membro do Conselho de Governadores do Fed, Stephen Miran, comentou que a autoridade monetária ainda precisaria cortar a taxa básica de juros pelo menos quatro vezes neste ano para evitar riscos no mercado de trabalho, visto que o controle da inflação não é um problema.

Contudo, em meio ao cenário de aumento inflacionário e crise energética do petróleo, a probabilidade de um corte — o que a Casa Branca pressiona para que aconteça — diminui às vésperas da reunião.

Segundo o The New York Times, os operadores do mercado futuro de fundos federais não preveem cortes nas taxas de juros em 2026, mesmo após projetarem dois cortes no segundo semestre do ano anterior à guerra. Isso não significa, no entanto, um aumento, mas a taxa pode se manter igual.

Relembre a última decisão de juros do Fed

Federal Reserve manteve os juros básicos da economia americana inalterados em decisão da última reunião, realizada no dia 28 de janeiro de 2026, a primeira do ano. As taxas operam no patamar entre 3,5% e 3,75%.

Esse é um movimento destoante das últimas três reuniões da autoridade monetária dos EUA, quando o banco central havia reduzido as taxas de juros em meio a pressões da Casa Branca. Vale lembrar que o resultado influencia todo o mercado financeiro, que deve estar mais vigilantes de suas práticas.

Funciona assim: redução de juros pode aumentar o investimento estrangeiro nos EUA, mas não ajuda a controlar a inflação, o que prejudica os consumidores. Conforme explicado pelo O Brasilianista, a decisão do Fed foi tomada por três motivos.

Como devem ficar os juros no Brasil?

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) é o responsável por decidir os rumos da taxa básica de juros da economia, a Selic. Atualmente, a taxa está operando a 15% ao ano.

Apesar dos níveis de inflação e juros no Brasil serem os principais fatores analisados para definir a Selic, a decisão de juros do Fed impacta toda a economia global. Dessa forma, um corte das taxas por lá representa o mesmo movimento pelo Copom.

Vale lembrar que a Selic influencia: o consumo das famílias, o custo do crédito e o nível de investimentos. Juros altos reduzem o consumo e ajudam a conter a inflação. Juros mais baixos estimulam compras e investimentos.

As incertezas da guerra colocam o Copom a analisar os possíveis impactos na inflação. Ainda assim, como explica o InfoMoney, apesar da pressão dos EUA e da crise energética, a autoridade monetária deve começar o ciclo de cortes de juros.

Economistas ouvidos pelo InfoMoney indicaram que, o que pode mudar é a intensidade do corte. Ou seja, a possibilidade é de abaixar a Selic para 14,75% ao ano — ao invés de 14,5% ao ano.

Reuniões do Copom em 2026

As atas do Copom são publicadas às 8 horas da terça-feira seguinte às reuniões do comitê.

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