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Economia

Nvidia projeta maior faturamento com chips. Por que várias empresas estão apostando no setor?

Mesmo com a guerra em curso, a necessidade por tecnologia e segurança aumenta

Nvidia projeta maior faturamento com chips. Por que várias empresas estão apostando no setor?

O fundador e CEO da Nvidia, Jensen Huang, abriu a conferência anual GTC na última segunda-feira (16) em um discurso que projetou receita de US$ 1 trilhão com chips de inteligência artificial para a empresa entre 2025 e 2027. As informações são do MoneyTimes.

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Huang afirmou que a Nvidia produz uma nova geração de chips poderosos, construídos para suprir a demanda do ecossistema de computação acelerada, incluindo os setores automotivo, serviços financeiros, saúde e ciências da vida, industrial, mídia e entretenimento, computação quântica, varejo, robótica e telecomunicações.

“Em cada ano, temos uma arquitetura nova. Rapidamente, a Nvidia se transformou de uma empresa de chips, para uma fábrica de IA, uma companhia de infraestrutura de IA e agora estamos construindo fábricas inteiras de IA”, alegou o CEO.

O cenário gera uma demanda “fora de controle” pelas unidades de processamento gráfico (GPUs, na sigla em inglês) da Nvidia. Em meio a isso, Huang acredita que o ponto de inflexão da terceira geração de IA, o modelo agêntico, chegou.

Ele espera ainda que os custos com data centers alcancem de US$ 3 trilhões a US$ 4 trilhões por ano até 2030. Para as empresas de tecnologia, é uma maior oportunidade para apostar no setor, especialmente sua proteção em meio à guerra no Oriente Médio.

Guerra e IA

Segundo O Brasiliansita, o uso de inteligência artificial passou a desempenhar papel relevante nas operações militares ligadas ao conflito entre Estados Unidos e Irã.

Tecnologias baseadas em IA têm sido utilizadas para análise de dados estratégicos e identificação de alvos em operações militares. A crescente presença dessas ferramentas no campo de batalha levou empresas do setor a se envolverem em disputas judiciais nos Estados Unidos.

Uma dessas disputas envolve a startup de inteligência artificial Anthropic, que moveu ação contra o governo americano após uma decisão que proibiu o uso de sua tecnologia por agências federais. A empresa mantinha um contrato avaliado em cerca de US$ 200 milhões com o Departamento de Defesa.

Parceria Nvidia e Uber

Ainda de acordo com o MoneyTimes, a empresa de tecnologia deve formar uma parceria com a Uber, em que o o serviço de transporte por aplicativo terá uma frota movida pelo software de direção autônoma da Nvidia em 28 cidades, em quatro continentes, até 2028, começando por Los Angeles e San Francisco no próximo ano.

Ele também anunciou que Nissan, BYD, Geely, Isuzu e Hyundai estão desenvolvendo veículos autônomos e utilizando um programa de IA da Nvidia.

O que são chips e qual sua importância atualmente?

Os chips são essenciais para a montagem de carros e produtos de tecnologia que envolvem a necessidade de um semicondutor em suas produções.

A fabricação de um único veículo, por exemplo, utiliza, em média, de 1 mil a 3 mil chips para injeção eletrônica, sensores, freios ABS, airbags, controle de motor, entre outras ferramentas.

Eles são feitos com materiais minerais e extraídos da natureza, como elementos de terras raras, e ficaram muito populares após o aumento de demanda pela inteligência artificial dos últimos anos.

Conforme indicou O Brasilianista, a reorganização das cadeias globais de produção ganhou força nos últimos anos à medida que aumentam as tensões econômicas entre Estados Unidos e China.

Empresas de tecnologia passaram a reduzir a dependência industrial do país asiático, buscando alternativas em outros mercados.

A mudança ocorre em meio a um cenário de pressão geopolítica e de ajustes nas estratégias industriais das empresas globais. As informações são da Folha de S.Paulo.

Como funcionam as terras raras e minerais críticos?

Minerais críticos são recursos naturais extraídos do subsolo que se tornaram indispensáveis para a economia contemporânea. Eles estão na base de tecnologias ligadas à eletrificação, à transição energética, à indústria digital e até ao setor de defesa.

Lítio, níquel, cobalto, manganês e grafite, por exemplo, são determinantes para o desempenho de baterias usadas em carros elétricos, celulares e sistemas de armazenamento de energia.

Já cobre e alumínio sustentam redes elétricas, cabos, motores e praticamente todos os equipamentos que dependem de condução de eletricidade.

Sem esses materiais, a expansão de fontes renováveis, a digitalização e a eletrificação de transportes simplesmente não avançam. As informações são do portal IEA.

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