O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta terça (17) e quarta-feira (18) para discutir sobre os rumos da política monetária no Brasil.
Na quarta, sai também o resultado dos juros dos Estados Unidos, o que também pode influenciar em um corte, aumento ou estabilidade da Selic, a taxa básica de juros brasileira.
Segundo a Agência Brasil, a expectativa do boletim Focus da última segunda-feira (16) é de que a Selic seja cortada em 0,25 pontos percentuais, ficando em 14,75% ao ano. O boletim é uma pesquisa divulgada semanalmente pelo BC com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
Atualmente, a taxa está operando a 15% ao ano. Em janeiro, a decisão do Copom foi manter os juros nesse nível, indicando o início dos cortes para a reunião de março. Especialistas entendem que, em meio a diversos contextos econômicos globais, a projeção de cortes deve diminuir, mas segue normalmente.
Apesar dos níveis de inflação e juros no Brasil serem os principais fatores analisados para definir a Selic, a decisão de juros do Fed impacta toda a economia global. Dessa forma, um corte das taxas por lá representa o mesmo movimento pelo Copom.
Vale lembrar que a Selic influencia: o consumo das famílias, o custo do crédito e o nível de investimentos. Juros altos reduzem o consumo e ajudam a conter a inflação. Juros mais baixos estimulam compras e investimentos.
As incertezas da guerra no Oriente Médio colocam o Copom a analisar os possíveis impactos na inflação e demandas da crise energética. Ainda assim, como explica o InfoMoney, apesar da pressão dos EUA, a autoridade monetária deve começar o ciclo de cortes de juros.
O que acontece se a Selic cair para 14,75% ao ano?
A Selic não é apenas um dado técnico para economistas e isso quer dizer que suas variações chegam rapidamente ao bolso dos brasileiros.
O possível corte da taxa básica indica um alívio para os juros cobrados em empréstimos, cartões de crédito e financiamentos. Comprar um carro ou uma casa, por exemplo, fica mais barato — e o cenário é de que o poder de compra do brasileiro aumente.
Por outro lado, os investimentos de renda fixa, como Tesouro Direto e CDBs, costumam render menos, dando maiores oportunidades para o mercado de ativos de risco, como ações, fundos imobiliários e BDRs, por exemplo.
Vale lembrar, no entanto, que um corte menor do que o esperado, visto que em janeiro a expectativa era de um corte de 0,5 pontos percentuais na Selic, não causam forte alívio no bolso do consumidor em primeiro momento, mas caminha para esse efeito.
Ainda, o cenário de guerra no ambiente internacional prejudica o controle real sobre a inflação.
Reuniões do Copom em 2026
- 1ª reunião: 27 e 28 de janeiro — já aconteceu, e o comitê optou por manter a Selic em 15% ao ano;
- 2ª reunião: 17 e 18 de março;
- 3ª reunião: 28 e 29 de abril;
- 4ª reunião: 16 e 17 junho;
- 5ª reunião: 4 e 5 de agosto;
- 6ª reunião: 15 e 16 de setembro;
- 7ª reunião: 3 e 4 de novembro;
- 8ª reunião: 8 e 9 de dezembro.
As atas do Copom são publicadas às 8 horas da terça-feira seguinte às reuniões do comitê.

