O noticiário político desta semana reúne decisões relevantes no Judiciário, movimentações antecipadas para a disputa eleitoral de 2026 e disputas internas entre partidos. Entre os destaques estão uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que pode mudar punições aplicadas a magistrados, entrevistas que reacendem debates sobre os acontecimentos de 2022 e a intensificação das articulações eleitorais envolvendo nomes da oposição e do governo.
Uma decisão do ministro do STF, Flávio Dino, trouxe novo debate sobre a punição aplicada a magistrados no Brasil. O ministro entendeu que a aposentadoria compulsória com remuneração proporcional não deve mais ser utilizada como sanção disciplinar para juízes que cometem infrações graves. Segundo Dino, após a reforma da Previdência de 2019, não há mais fundamento constitucional para esse tipo de penalidade. Na avaliação do ministro, casos mais graves devem resultar diretamente na perda do cargo. A decisão foi destacada pela Folha de S.Paulo.
No campo político-militar, o ex-comandante da Força Aérea Brasileira, Carlos de Almeida Baptista Júnior, concedeu sua primeira entrevista desde que deixou o cargo no fim do governo de Jair Bolsonaro. Em conversa com o jornal O Estado de S. Paulo, o brigadeiro comentou o cenário internacional e relembrou tensões internas nas Forças Armadas durante a crise institucional de 2022. Segundo ele, um dos pontos que mais o preocupou foi a postura do então comandante da Marinha, Almir Garnier, que teria rompido a unidade entre os comandos militares.
Na mesma entrevista, Baptista Júnior também comentou o cenário eleitoral futuro. Definindo-se como liberal e homem de direita, afirmou que pretende votar em qualquer candidato em 2026, exceto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou no senador Flávio Bolsonaro. O ex-comandante criticou o que chamou de “populismos” e também abordou o orçamento federal, afirmando que a rigidez fiscal e o peso das emendas parlamentares limitam os recursos destinados às Forças Armadas.
Futuro de Haddad
Outro movimento relevante envolve o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que deve deixar o cargo nos próximos dias para se dedicar à disputa pelo governo de São Paulo. De acordo com a Folha de S.Paulo, a exoneração está prevista para sexta-feira, com anúncio ao lado do presidente Lula durante um evento oficial. Após um breve período de descanso, Haddad deve iniciar de forma mais intensa sua pré-campanha estadual.
Vice de Flávio Bolsonaro
No campo da oposição, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, sugeriu que a senadora Tereza Cristina seria o nome ideal para compor como vice na eventual candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. A declaração foi feita em entrevista ao programa Frente a Frente, realizado pela Folha e pelo portal UOL. Valdemar também mencionou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, como um possível nome para a chapa.
Enquanto isso, o próprio Flávio Bolsonaro deve iniciar sua agenda política pelo Nordeste. Segundo o jornal Valor Econômico, a viagem tem como objetivo fortalecer palanques regionais e reduzir resistências ao bolsonarismo na região. O senador também prepara a apresentação de um programa de governo, inicialmente prevista para o fim de março, mas que pode ser adiada.
União e PP
As articulações partidárias também enfrentam turbulências. O deputado Mendonça Filho pediu ao presidente do União Brasil, Antonio Rueda, o cancelamento da federação partidária com o PP. De acordo com o Valor Econômico, a aliança enfrenta dificuldades devido a conflitos regionais e divergências na montagem de palanques estaduais para as próximas eleições.
Por fim, um episódio envolvendo o filho do presidente Lula também entrou no radar do STF. A defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirmou ao ministro André Mendonça que uma viagem do empresário a Portugal foi custeada pelo lobista Antonio Carlos Camilo Antunes. Segundo os advogados, o convite teria sido feito para conhecer projetos relacionados à produção de medicamentos à base de canabidiol, sem qualquer compromisso formal, conforme relato publicado pela Folha

