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Política

Planalto respira aliviado após presidente da CPMI do INSS dizer não ter provas contra Lulinha

Filho do presidente Lula é acusado por uma testemunha de receber mesada do Careca do INSS

Planalto respira aliviado após presidente da CPMI do INSS dizer não ter provas contra Lulinha

O Palácio do Planalto respirou mais aliviado nesta terça-feira (17), após o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), dizer que não tem provas de que Lulinha recebia mesada de R$ 300 mil de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

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A afirmação foi feita por Viana no Programa Roda Viva, da TV Cultura. “Não posso dizer que o filho do presidente, Fábio Luiz da Silva, tenha culpa. Nós não temos a prova”, disse o senador, complementando que a única informação sobre a mesada veio de uma testemunha ouvida pela Polícia Federal (PF).

Segundo Viana, a CPMI não tem provas porque a base do governo na comissão limitou os trabalhos investigativos. O senador afirmou que parlamentares ligados à Presidência da República impediram até a o acesso à lista de viagens registrada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Lulinha é acusado de atuar junto com o Careca do INSS para fazer lobby no Poder Público. Informações coletadas pela CPMI do INSS apontam que o filho de Lula foi a Portugal com Antunes. Fábio confirmou que viajou uma vez com o empresário, para analisar negócios envolvendo cannabis medicinal.

A CPMI do INSS até aprovou a quebra do sigilo bancário e fiscal do filho de Lula, mas a ordem foi anulada por Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Dino alegou que a medida foi aprovada fora dos trâmites legais exigidos, como a individualização dos alvos da ordem.

Essa sucessão de pressões sobre Lulinha levou sua defesa a conversar com André Mendonça, relator das investigações sobre os descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. Os advogados afirmaram ao ministro do STF que Lulinha topa falar sobre as denúncias.

A iniciativa da defesa de Lulinha tem sido vista como uma estratégia de contenção do problema por meio da disponibilidade para falar. Ao contar detalhes sobre o que sabe, o que fez e o que viu, Lulinha pode deixar de ficar sob os holofotes da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF).