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Justiça

Candidato a desembargador do TRT-BA apaga passado bolsonarista

O advogado Marcos Flávio Rhem depende da indicação de petistas para conquistar Lula

Candidato a desembargador do TRT-BA apaga passado bolsonarista

O passado à direita de um dos candidatos que integram a lista tríplice para desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA) começou a circular nos bastidores do Palácio do Planalto e do Ministério da Justiça.

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O ex-presidente da subseção da OAB em Ilhéus (BA) Marcos Flávio Rhem, que figura na lista ao lado de Christiane Gurgel e Mirela Possídio, enfrenta o desafio de conciliar suas atuais pretensões jurídicas com um histórico de militância ferrenha nas alas conservadora e bolsonarista da Bahia.

Em 2018, uma semana após a prisão de Lula, o advogado aparece em publicações que rememoram o início do movimento Vem pra Rua, celebrando o que aliados descreviam como a “via crucis do PT”. Antes, Rhem apoiou as manifestações pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Amigo dos adversários

Rhem possui conexões políticas que incomodam a base governista. Ele é apontado como aliado de primeira hora do deputado federal Adolfo Viana (PSDB). O advogado já atuou como coordenador regional do PSDB.

No partido, Rhem foi cotado para disputar a prefeitura de Ilhéus pela coalizão de oposição ao governo estadual petista. Mesmo não tendo sido escolhido, ele mantém proximidade com o prefeito da cidade baiana, Valderico Júnior.

Fontes da política baiana afirmam que Marcos Flávio Rhem também é próximo ao grupo de ACM Neto (União Brasil) e mantém ligações com Dayane Pimentel, ex-deputada conhecida por seus ataques verbais ao presidente Lula no passado.

Passado anti-PT

As redes sociais de Rhem só têm registros a partir de dezembro de 2022, logo após a vitória de Lula nas urnas. Postagens referentes ao período do governo Bolsonaro e às eleições municipais de 2020 foram apagadas.

Para tentar garantir a vaga, Rhem tem sido visto com frequência em eventos jurídicos na Bahia, com a presença massiva de políticos do PT.

Como a escolha final é política e discricionária do presidente Lula, o advogado agora depende do “beija-mão” e da articulação de figuras como o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o senador Jaques Wagner para dissipar as resistências no Planalto.

O Brasilianista permanece aberto para receber manifestações, posicionamentos ou esclarecimentos de todos os citados nesta reportagem. Caso queiram se pronunciar sobre o tema, os canais da redação estão à disposição.