A saída de Fernando Haddad (PT) do Ministério da Fazenda para disputar o governo de São Paulo deve ser oficializada nos próximos dias, em meio a um cenário eleitoral competitivo.
Pesquisa recente aponta o atual governador com 44% das intenções de voto, enquanto o ex-ministro aparece com 31%, indicando uma disputa relevante no maior colégio eleitoral do país. As informações são do G1.
Gestão de Haddad na Prefeitura de São Paulo teve foco em educação
De acordo com o PT, a passagem de Fernando Haddad pela Prefeitura de São Paulo, entre 2013 e 2016, foi marcada por uma série de intervenções estruturais que impactaram diretamente a organização urbana, o acesso a serviços públicos e a dinâmica econômica da cidade.
Um dos principais eixos da gestão foi a mobilidade urbana, com a priorização do transporte coletivo e de alternativas sustentáveis.
Nesse período, foram implantados 423 km de faixas exclusivas de ônibus, o que contribuiu para reduzir o tempo de deslocamento e aumentar a eficiência do transporte público em corredores estratégicos.
Paralelamente, a cidade passou por uma expansão da infraestrutura cicloviária, alcançando 394,1 km de vias destinadas a bicicletas, entre ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas.
Outra medida foi a criação do transporte público durante a madrugada, com a operação de 50 linhas estruturais e 101 linhas locais, ampliando o acesso à mobilidade para trabalhadores em horários fora do padrão comercial.
Ainda no transporte, a ampliação do Bilhete Único consolidou o sistema de integração tarifária, com mais de 2,2 milhões de usuários cadastrados.
No campo da infraestrutura urbana, a gestão afirma ter investido na modernização da iluminação pública, com a instalação de 120 mil pontos de LED, sendo 52 mil em áreas que anteriormente não contavam com iluminação adequada, visando maior segurança.
Também foram realizadas obras viárias, incluindo construção de viadutos, canalizações e intervenções em vias estratégicas para melhorar o fluxo de veículos e mercadorias.
A área social foi outro pilar da gestão. Ao longo do mandato, 661.055 famílias foram inseridas no Cadastro Único, ampliando o acesso a programas de transferência de renda e políticas públicas.
A rede de assistência social foi expandida com a criação de 26 unidades de acolhimento institucional, 14 consultórios de rua e 4 Centros POP, além da implantação de 5 CRAS e 7 CREAS, fortalecendo o atendimento à população em situação de vulnerabilidade.
Pessoas em situação de rua
O programa “De Braços Abertos”, voltado a pessoas em situação de dependência química na região central, se destacou pelos resultados divulgados pelo governo: redução superior a 88% no consumo de crack e queda de cerca de 80% na presença de usuários nas áreas atendidas.
A gestão também avançou em políticas de direitos sociais, com a criação da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres e a reestruturação de centros de atendimento.
Iniciativas voltadas à inovação e inclusão digital, como a implantação de Wi-Fi público e de laboratórios Fab Labs, buscaram aproximar tecnologia e acesso público. Já as políticas para imigrantes incluíram acolhimento inicial para 120 pessoas, além da integração a programas sociais.
Outro ponto foi o programa Transcidadania, que investiu cerca de R$ 3 milhões e beneficiou mais de 200 pessoas em situação de vulnerabilidade, oferecendo oportunidades de educação e inserção social.
Propostas de Haddad para São Paulo combinam estímulo econômico, políticas sociais e inovação
Segundo o portal PT, com foco no governo estadual, Fernando Haddad apresentou um plano que buscava combinar crescimento econômico com inclusão social e modernização produtiva.
Um dos pilares da proposta era o aumento do salário mínimo paulista para R$ 1.580, medida que teria como objetivo ampliar o poder de compra da população e estimular o consumo, com efeitos diretos sobre o comércio e os serviços.
O plano também previa a ampliação de programas de transferência de renda, como Renda Cidadã e Bolsa do Povo, fortalecendo a base de consumo das famílias e reduzindo a vulnerabilidade social.
Na frente de geração de empregos, a proposta incluía o programa “Oportunidade Já”, que buscava retomar obras paralisadas em todo o estado.
Educação
Na educação, Haddad propôs o programa “Alfabetiza SP”, voltado à recomposição da aprendizagem após a pandemia, além do “Cartão Oportunidades”, que previa apoio financeiro para estudantes de baixa renda permanecerem na escola.
O plano também incluía a ampliação de modelos inspirados nos Institutos Federais, com foco em qualidade de ensino e formação técnica.
Saúde
Na saúde, a proposta era expandir para todo o estado o modelo da rede “Hora Certa”, criado durante sua gestão municipal.
O objetivo era reduzir o tempo de espera por exames, consultas e cirurgias, melhorando a eficiência do sistema público.
No campo social, o plano incluía iniciativas como o “Bom Prato Estudantil”, voltado à alimentação de estudantes, e o programa “São Paulo sem Fome”, que buscava ampliar a distribuição de alimentos para populações em situação de vulnerabilidade.
Indústria
O eixo econômico do programa trazia propostas voltadas à modernização da indústria e ao fortalecimento do ambiente de negócios.
A criação da “Indústria Verde Paulista” buscava incentivar a descarbonização e a transição energética, alinhando o estado às novas demandas globais por sustentabilidade.
Já o Sistema Estadual de Inovação pretendia estimular startups, promover integração entre universidades e empresas e atrair investimentos em tecnologia.
Na mobilidade, o plano previa a criação do Bilhete Único Metropolitano, com o objetivo de integrar sistemas de transporte e reduzir custos logísticos.
Por fim, Haddad propôs um novo modelo de segurança pública baseado em tecnologia, inteligência e valorização das forças policiais.
A estratégia buscava reduzir a criminalidade e aumentar a previsibilidade para empresas, fator considerado essencial para a atração de investimentos e o fortalecimento do ambiente econômico.

