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Política

O que defende Dario Durigan, cotado para ser o próximo ministro da Fazenda?

Seu nome ganhou relevância após a notícia da saída de Haddad do cargo

O que defende Dario Durigan, cotado para ser o próximo ministro da Fazenda?

O ministro Fernando Haddad deve deixar o comando do Ministério da Fazenda para disputar o governo de São Paulo nas eleições de 2026. Nesse cenário, o nome de Dario Durigan passou a ganhar destaque no cenário político e econômico para ocupar o cargo.

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Com a saída prevista para os próximos dias, o atual secretário-executivo da pasta deve assumir o comando da equipe econômica.

Conforme indicado pelo O Brasilianista, o governo tende a manter a linha de política econômica adotada desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Durigan é considerado um braço direito de Haddad dentro da Fazenda e já participa diretamente da formulação das principais medidas fiscais e da articulação com o mercado.

Caso a substituição seja confirmada, o novo ministro herdará um conjunto de políticas já em andamento, incluindo regras fiscais, programas de arrecadação e estratégias para controle das contas públicas.

Quem é Dario Durigan?

Segundo o Governo Federal, Durigan é formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) e possui mestrado em Direito e Pesquisa Jurídica pela Universidade de Brasília (UnB).

Antes de assumir a secretaria-executiva da Fazenda, ele atuou como diretor de políticas públicas do WhatsApp no Brasil, função ligada à empresa Meta.

No setor público, também passou pela Advocacia-Geral da União (AGU), onde atuou na consultoria jurídica da União em São Paulo e participou da criação de um núcleo de arbitragem voltado à administração pública.

Outro ponto da trajetória inclui atuação na Casa Civil da Presidência da República entre 2011 e 2015, período em que acompanhou projetos em tramitação no Congresso e participou da articulação jurídica de propostas do Executivo.

Ele também exerceu funções na prefeitura de São Paulo, assessorando a gestão municipal em temas estratégicos.

Dario Durigan ocupa desde 2023 o cargo de secretário-executivo do Ministério da Fazenda, função considerada a segunda mais importante da pasta.

Ele atua como coordenador interno das áreas técnicas e participa da elaboração de medidas econômicas do governo. A chegada ao cargo ocorreu após a indicação de Gabriel Galípolo para a diretoria de política monetária do Banco Central.

Dentro da estrutura da Fazenda, o secretário-executivo costuma ser responsável pela articulação entre as secretarias do ministério e pela implementação das diretrizes definidas pelo ministro.

Segundo o IstoÉ Dinheiro, Durigan, ao contrário do esperado para um ministro da Fazenda, não tem formação básica em Economia e finanças, mas graduação em Direito, com forte experiência em Políticas Públicas, Relações Governamentais e Relações Institucionais.

Quais pautas Dario Durigan defende?

A eventual chegada de Durigan ao comando da Fazenda tende a ser interpretada pelo mercado como um movimento de continuidade institucional.

Em ambientes econômicos, mudanças bruscas na equipe responsável pela política fiscal costumam gerar incertezas sobre regras de gasto público, tributos e controle da dívida. Quando a sucessão ocorre dentro da própria equipe econômica, investidores tendem a enxergar menor risco de mudanças abruptas.

Especialistas entrevistados pelo IstoÉ Dinheiro explicaram que Durigan no comando da Fazenda tende a tranquilizar os agentes do mercado financeiro em um ano particularmente conturbado. O atual secretário é considerado um bom negociador e organizado, seguindo à risca as determinações de Haddad.

Ele possui lógica de compromisso com o arcabouço fiscal e com os programas sociais apoiados pelo governo. Analistas não acreditam que seja provável a implementação de qualquer ajuste fiscal neste ano pelas mãos de Durigan.

Para empresas, isso significa maior previsibilidade sobre políticas fiscais, programas de incentivo e regras tributárias em discussão no Congresso.

Pequenos negócios também acompanham esse cenário porque decisões da Fazenda afetam diretamente temas como crédito, carga tributária e programas de financiamento.

Além disso, investidores observam com atenção a condução da política fiscal, já que ela influencia o comportamento da taxa de juros, do dólar e das expectativas de crescimento econômico.

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