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Economia

Como está a Americanas hoje em meio à recuperação judicial?

A varejista assumiu dívidas de mais de meio trilhão em 2023

Como está a Americanas hoje em meio à recuperação judicial?

Três anos após o escândalo da Lojas Americanas, que revelou uma fraude de R$ 20 bilhões nas contas da empresa, a companhia segue em recuperação judicial e negocia com credores as dívidas.

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Segundo o InfoMoney, o caso ainda aguarda a punição dos responsáveis por uma das maiores fraudes contábeis do mercado brasileiro. Vale lembrar que a Americanas é uma das redes mais antigas do varejo no Brasil e já teve as ações mais negociadas da bolsa de valores.

Após o final do pregão do dia 11 de janeiro de 2023, o então presidente da companhia, Sérgio Rial, saiu do cargo que estava há dez dias e anunciou um rombo de R$ 20 bilhões nas contas da Americanas. No dia seguinte, as ações caíram 77%, o que diminuiu o valor de mercado da empresa em mais de R$ 8 bilhões. A empresa pediu recuperação judicial no dia 19 de janeiro de 2023.

No plano de recuperação, a Americanas informou dívidas de mais de R$ 50 bilhões e 9 mil credores. Cerca de 35% dos credores eram Bradesco, BTG Pactual, Itaú e Santander.

A empresa continua em recuperação judicial, mas a expectativa da diretoria financeira é de que saia desse estado ainda neste ano.

O que é recuperação judicial?

A empresa que enfrenta graves dificuldades financeiras de modo que se torne incapaz de pagar seus fornecedores, bancos e outros credores, pode recorrer a um mecanismo legal para tentar se manter vivo no mercado.

Esse mecanismo se chama recuperação judicial, que inclusive, bateu recorde de pedidos em 2025 como contamos no O Brasilianista.

O procedimento é previsto na legislação brasileira com a ideia de evitar a falência e dar uma chance de reestruturação às empresas.

Se a empresa cumprir o plano de recuperação e negociar suas dívidas com sucesso, tem a chance de sair da crise. Se não, a Justiça pode decretar a falência e encerrar as atividades da companhia.

Quais as diferenças entre a recuperação extrajudicial e a falência?

Segundo o JusBrasil, entrar com um pedido de recuperação judicial é um sinal de que a empresa sabe da gravidade da situação, mas ainda acredita que é uma crise que possa passar em breve.

Diferente da falência, que encerra as atividades e liquida os bens para pagar credores, a recuperação judicial oferece à companhia a possibilidade de negociar seus débitos e reorganizar seus compromissos de forma supervisionada pela Justiça.

O pedido é feito por meio de um processo judicial onde a empresa apresenta documentos que comprovem sua crise econômica e, posteriormente, um plano de recuperação.

Por sua vez, a recuperação extrajudicial é um mecanismo utilizado para negociar dívidas diretamente com credores, evitando o envolvimento judicial, o que acelera o processo e diminui custos.

O processo da recuperação judicial

Se o pedido for aceito pelo juiz, a empresa fica protegida por um tempo no qual execuções e cobranças judiciais ficam suspensas, é aí que começa as negociações com credores, sem a pressão imediata de bloqueios ou penhoras.

Um administrador judicial é nomeado para acompanhar todo o processo e cumprir com o plano. A proposta fica submetida à aprovação dos credores. Se aprovada, passa a ser obrigatória para todas as partes.

A empresa precisa honrar seus compromissos de forma organizada, preservar empregos, manter a produção e evitar a liquidação total de seus bens.

Por isso, muitas empresas buscam a recuperação extrajudicial, que acelera muitas dessas etapas ao negociar os débitos diretamente com credores.

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