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Geopolítica

Pentágono pede mais US$ 200 bilhões em meio a guerra e Trump alega “vários motivos”

O custo da guerra já havia ultrapassado US$ 11,3 bilhões apenas nos primeiros seis dias

Pentágono pede mais US$ 200 bilhões em meio a guerra e Trump alega “vários motivos”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (19) que os EUA precisam de mais financiamento para a guerra do Irã e por “vários motivos”, ao ser questionado sobre a necessidade do Pentágono em pedir mais US$ 200 bilhões para o conflito. As informações são da Reuters.

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“Nós estamos procurando [o financiamento] por um monte de razões, além de mesmo o que estamos falando sobre o Irã. É um mundo muito válido e o equipamento militar, o poder de alguns desses equipamentos, é inestimável. Vocês não querem saber sobre isso. Você pode acabar com essas coisas em dois segundos, se você quiser”, afirmou Trump.

O republicano ainda comentou que precisou recompor as forças militares em seu primeiro mandato e ainda disse que o ex-presidente Joe Biden deu, “estupidamente”, muita munição para o Afeganistão e a Ucrânia, além de um caixa militar de US$ 350 bilhões para a Ucrânia.

“E ele não recompôs nada. Felizmente, nós temos um apoio imensurável de armamentos e equipamentos militares. […] Não precisamos de nada, mas nós estamos construindo, as manufaturas de equipamento militar estão construindo em um nível que eles nunca haviam visto antes, que eles nunca haviam feito antes. Então, nós estamos em uma muito boa forma, mas queremos estar na melhor forma, a melhor forma que nós nunca havíamos sido”, completou Trump.

Conforme mostrado pelo O Brasilianista, os Estados Unidos estão injetando cerca de meio bilhão de dólares por dia na guerra contra o Irã. As informações são do The Guardian com base em analistas do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS).

Uma semana após as forças americanas e israelenses iniciarem seu ataque ao Irã, funcionários do Pentágono informaram a parlamentares, em uma reunião fechada, que o custo da guerra já havia ultrapassado US$ 11,3 bilhões apenas nos primeiros seis dias.

No sexto dia de conflito, o CSIS estimou o custo acumulado em US$ 12,7 bilhões. Depois de quase vinte dias, é provável que já tenha ultrapassado US$ 18 bilhões.

Vale destacar que as primeiras horas da guerra foram dominadas por algumas das armas mais caras do arsenal americano, utilizando mísseis de longo alcance, interceptores de mísseis balísticos e sistemas de radar.

Custos políticos para Trump

guerra iniciada pelos Estados Unidos contra o Irã pode impor diversos e graves custos políticos ao presidente Donald Trump, segundo analistas entrevistados pelo g1.

O tempo de conflito ainda está indeterminado, à medida em que as forças iranianas resistem. Ao mesmo tempo, os preços do petróleo disparam e já alcançam a casa dos US$ 100 por barril.

Para Trump, o cenário é delicado: ele busca maneiras de arrefecer a alta do petróleo enquanto acalma os eleitores americanos que devem escolher novos parlamentares em novembro. A expectativa é de que o preço da gasolina suba e a guerra permaneça entre os americanos.

No entanto, o humor dos eleitores está se deteriorando, de acordo com Denilde Holzhacker, professora de relações internacionais da ESPM, em entrevista ao g1. Para ela, Trump tenta transmitir a mensagem de que a guerra vai acabar, que o Estreito de Ormuz será controlado, mas não há qualquer fundamento para essa afirmação.

Estreito de Ormuz é o único canal que liga a passagem de petróleo do Golfo ao Oceano Índico. Isso significa que os navios petroleiros que circulam na região transportam diariamente cerca de 30% do consumo total da commodity.

Desde o início dos conflitos, em fevereiro, o Irã bloqueia a passagem, o que afeta diretamente a demanda e o preço do petróleo.

Os EUA terão, em novembro, eleições de meio de mandato, em que os estadunidenses devem escolher novos governadores, 435 cadeiras da Câmara e 35 do Senado. O momento é decisivo para entender se Trump terá o apoio necessário nas duas Casas Legislativas, visto que atualmente os republicanos — partido de Trump — dominam as casas.

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