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Morning Call

Morning Call: alta do diesel pressiona e governo tenta evitar greve de caminhoneiros

Entre as propostas em debate, está a implementação de ICMS zero para conter a alta de preços

Crise do diesel, ajuste fiscal e tensão externa pressionam agenda econômica

As movimentações para uma possível greve dos caminhoneiros acendem alerta no governo em meio ao aumento dos preços dos combustíveis. Nos últimos dias, órgãos públicos tem têm discutido e avaliado medidas para tentar conter os impactos da alta e evitar a paralisação do setor, considerado estratégico para o abastecimento do país. O nosso colunista Cristiano Noronha traz mais detalhes sobre o tema.

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O ministro dos Transportes, Renan Filho, anunciou nesta quarta-feira (18) que o poder públicos pretende ampliar o monitoramento eletrônico dos fretes em todo o país, além de reforçar as ações presenciais nos postos de combustíveis. Conforme anunciou o ministro, as empresas que descumprirem a tabela mínima de frete poderão ser impedidas de contratar novos serviços no país.

Além disso, a proposta prevê a responsabilização de transportadoras, bem como de embarcadores e até controladores em casos de irregularidades recorrentes para evitar preços abusivos. A fiscalização é um dos fatores mais cobrados por trabalhadores do setor de transportes.

Proposta de ICMS zero

Na mesma intenção de impedir uma paralisação do setor, o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) se reuniu também com secretários estaduais de Fazenda para deliberar ações para conter a alta do diesel. A proposta é que estados do país zerem provisoriamente o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação de diesel.

Conforme afirmou Cristiano Noronha, a proposta de ICMS zero pode não animar governadores, já que há reclamações que giram sobre os cortes realizados anteriormente no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, e há acusações de que distribuidores e postos não repassaram quedas de preços ao consumidor. A decisão sobre a medida deve ser discutida no 27 de março, em São Paulo, durante reunião do Confaz.

Também foi fechado um acordo entre a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e 21 estados, para o compartilhamento em tempo real de notas fiscais de combustíveis para monitorar preços abusivos por parte de distribuidoras.

De acordo com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, os seis estados que não aderiram foram São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Alagoas, Mato Grosso e Amazonas. O representante disse que a adesão segue aberta e que aguarda um posicionamento definitivo desses estados.

A categoria de caminhoneiros faz assembleia geral extraordinária nesta quinta-feira, às 16 horas, para discutir o aumento do diesel e essas recentes medidas que foram anunciadas pelo governo. Na análise de Cristiano Noronha, as movimentações e o canal de diálogo podem ter reduzido as chances de greve, pelo menos momentaneamente.

Candidatura de Fernando Haddad

Está marcado para acontecer na noite desta quinta-feira (19) um comunicado do presidente Lula e Fernando Haddad à imprensa no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo Campo. A expectativa é que seja feito o anúncio da candidata de Haddad ao governo de São Paulo. O ministro deve deixar o comando do Ministério da Fazenda nesta sexta-feira (20).

O chefe do Executivo defende a candidatura de Fernando Haddad sob a justificativa de que ele deve fazer contraponto direto a Tarcísio de Freitas no estado. Já o atual governador, que aparece como favorito à reeleição, é aliado de Jair Bolsonaro e apoia a possível candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto.

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