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Geopolítica

O que esperar da 10ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos

Entre os principais temas a ser abordado pelo governo brasileiro está a pauta do crime organizado

O que esperar da 10ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se prepara para a 10ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que acontece no sábado (21), na Colômbia. Durante o encontro, países convidados devem discutir temas como segurança alimentar e energética, além de tensões regionais, principal preocupação da região.

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Entre os principais temas a ser abordado pelo governo brasileiro é a pauta do crime organizado. Juntamente, o grupo pretende deliberar sobre a conjuntura regional e internacional e os impactos sobre a América Latina e o Caribe, no intuito de fortalecer a cooperação internacional, conforme informações do Palácio do Planalto.

Segundo a Agência Brasil, a Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos contém 33 países que, juntos, possuem 20 milhões de quilômetros quadrados, além de 650 milhões de pessoas. 

Desafios da região

O momento marca a passagem da presidência da Celac da Colômbia para o Uruguai, que assumirá a gestão do grupo e poderá apresentar suas prioridades. O cronograma prevê também deliberação sobre um mecanismo com um fundo de resposta a riscos de desastres naturais.

De acordo com a embaixadora Gisela Padovan, a prioridade do encontro é discutir os principais desafios da região. “Desenvolvimento econômico, combate à fome e à pobreza, mudança do clima, combate ao crime organizado, que é um grande tema da região, segurança alimentar e nutricional. Também nesse momento, a presidência da Cúpula passa da Colômbia para o Uruguai, ocasião em que serão apresentadas as prioridades da gestão uruguaia.”

Mortes na fronteira preocupam

O encontro acontece em meio relatos de mortes na zona fronteiriça entre Colômbia e Equador. O Itamaraty manifestou preocupação em relação aos possíveis crimes e defendeu a busca por solução pacífica, além de ter considerado como “improdutiva” a discussão sobre a classificação de “grupos terroristas”, já que parte das nações participantes da Celac não adere a esta definição, segundo informações do Poder 360.

“Nós estamos muito preocupados com a situação humanitária da população cubana. Então nós estamos fazendo doações de remédios e alimentos”, completou.

Exportações

A comitiva brasileira deve participar também do I Fórum de Alto Nível CELAC-África durante três dias, onde serão discutidos temas como cooperação para o desenvolvimento, agricultura, energia, clima, saúde, segurança, reparações históricas e empreendedorismo. Entre as prioridades para delegação deve estar a exportação de produtos agrícolas.

“Houve uma iniciativa chamada América do Sul–África, a ASA, que existiu de 2006 a 2013. Ela teve três cúpulas, duas na África e uma na América do Sul, mas, depois, não foi mais possível articular esse diálogo. Agora, a Colômbia, que é um país que tem sido muito ativo na interlocução com a África, está organizando esse fórum”, afirmou a secretário de África e do Oriente Médio do Itamaraty, embaixador Carlos Sérgio Sobral Duart.

O evento contará também com a participação de outros três presidentes, entre eles está o colombiano Gustavo Petro, o uruguaio Yamandú Orsi, bem como o primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves. Estarão também presentes ao menos 20 chanceleres.

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