O senador Flávio Bolsonaro acelera o ritmo da pré-campanha presidencial com uma agenda que combina discurso econômico e articulação política fora do eixo tradicional da direita. Após defender, no Rio de Janeiro, a continuidade do modelo econômico adotado no governo do pai, Jair Bolsonaro, ele parte agora para um giro pelo Nordeste, região vista como peça-chave para qualquer projeto nacional competitivo.
A partir deste fim de semana, Flávio inicia uma série de compromissos no Nordeste, começando por Natal, onde o PL pretende oficializar uma chapa majoritária alinhada à direita local. No dia seguinte, segue para João Pessoa, em um evento que deve marcar a filiação do senador Efraim Filho ao partido, movimento visto como simbólico na tentativa de ampliar musculatura política na região.
O Reduto
A escolha do Nordeste como ponto de partida não é casual. Reduto histórico do presidente Lula, a região ainda impõe resistência ao bolsonarismo. Nos bastidores, a leitura é pragmática: sem avançar ali, qualquer candidatura presidencial nasce limitada. Por isso, o esforço agora é menos eleitoral imediato e mais estrutural, fortalecer lideranças, ampliar alianças e ocupar espaços políticos onde a direita ainda patina.
Declaração econômica
Em almoço com empresários do Lide Rio, na Zona Sul da capital fluminense, Flávio reforçou que não pretende apresentar surpresas na condução da economia. A ideia, segundo ele, é repetir a fórmula que atribui ao período recente: controle de gastos, redução de impostos e previsibilidade fiscal. Ainda sem anunciar nomes para a equipe econômica, o senador sinaliza que o discurso será mais de continuidade do que de inovação.
Pesquisas
Como informado pelo O Brasilianista, pesquisas recentes indicam uma disputa mais acirrada entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), consolidando a polarização entre os dois principais campos políticos do país.
Levantamento do instituto Real Time Big Data mostra Lula liderando os cenários testados para a eleição, mas com o adversário reduzindo a diferença. Na pesquisa espontânea, o presidente aparece com 29% das citações, enquanto Flávio Bolsonaro registra 19%. Já nas simulações estimuladas, a vantagem diminui: Lula tem cerca de 39%, contra 32% do senador.
Em uma eventual segunda rodada de votação, o quadro se torna ainda mais equilibrado. A simulação indica empate técnico, com pequena vantagem numérica para o atual presidente.
Agenda
Dia 21 de março em Natal.
Dia 22 março em João Pessoa.

