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Geopolítica

Estamos voltando aos anos 1970 da geopolítica econômica?

Não é a primeira vez que o petróleo dita as condições de economia global

Estamos voltando aos anos 1970 da geopolítica econômica?

Guerra, conflitos geopolíticos, sanções econômicas e preços altos do petróleo. O ano de 2026 começou com esse cenário, especialmente após o ataque dos Estados Unidos ao Irã, o que elevou a disputa pela commodity responsável por boa parte da demanda energética global.

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No entanto, essa não é a primeira vez que isso acontece. Na década de 1970, o mundo já passou por um período em que o valor do petróleo subiu cerca de 400%, causando diversos efeitos na economia ao redor do globo.

De acordo com a Infoescola, a crise do petróleo naquela época aconteceu após a descoberta de que o recurso natural não era renovável, visto que demora milhões de anos para uma reserva de petróleo se formar.

Com esse cenário, o preço da commodity oscilou fortemente, considerando que a demanda seguiria alta e a exploração, reduzida. Além disso, conflitos na região do Oriente Médio, especialmente a guerra entre Irã e Iraque, também ajudaram a especular os valores.

Entre outubro de 1973 e março de 1974, o preço do petróleo aumentou 400%, impactando a economia dos Estados Unidos e da Europa, desestruturando a economia por todo o mundo. Segundo o The Guardian, os produtores árabes do combustível fóssil impuseram um embargo aos EUA por apoiar Israel na guerra do Yom Kippur contra o Egito.

Essa medida fez com que o preço do petróleo bruto subisse de US$ 3 por barril para US$ 12 em 1974.

O cenário está voltando em meio à nova guerra?

Um novo conflito entre EUA e Oriente Médio se iniciou em fevereiro deste ano. Em meio à situação, os valores do petróleo já alcançam o patamar de US$ 100 por barril em meio ao fechamento do principal canal de passagem, o Estreito de Ormuz.

No entanto, não há evidências concretas para afirmar se o cenário da década de 1970 deve se repetir. Agora, apesar de demanda afetada, os países buscam outras opções para conseguir suprir suas demandas energéticas.

Além disso, há mais conhecimento e tecnologia para o uso de energias renováveis ou até mesmo elétrico para suprir em partes esse setor.

Fechamento do Estreito é prejudicial para a economia do mundo todo

Estreito de Ormuz é o único canal que liga a passagem de petróleo do Golfo ao Oceano Índico. Isso significa que os navios petroleiros que circulam na região transportam diariamente cerca de 30% do consumo total da commodity.

Desde o início dos conflitos, em fevereiro, o Irã bloqueia a passagem, o que afeta diretamente a demanda e o preço do petróleo.

O Estreito é dominado pelo governo iraniano e uma maneira de fechar a região seria através da instalação de minas marítimas, uso de embarcações rápidas armadas, submarinos e mísseis costeiros, de acordo com a Politize!.

Isso impacta todo o comércio marítimo, além da economia mundial. Funciona assim: com a principal via de petróleo e gás natural fechada, a demanda por esses combustíveis seguiria aumentando, o que consequentemente aumenta o preço das commodities.

Além do risco do produto não chegar ao destino final, os valores pagos por petróleo seriam mais altos do que normalmente, visto que a produção de distribuição estariam comprometidas.

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