Diante da intensificação das ameaças de novos ataques no Oriente Médio, incluindo possíveis ações contra instalações de energia no Golfo, os ministros das Relações Exteriores do G7 se colocaram à disposição para adotar medidas de segurança na região. O grupo também avalia que, neste momento, é necessário proteger rotas marítimas estratégicas, como o Estreito de Ormuz.
“Manifestamos nosso apoio aos nossos parceiros na região diante dos ataques injustificáveis da República Islâmica do Irã e seus representantes”, disse. “Condenamos veementemente os ataques imprudentes do regime contra civis e infraestrutura civil, incluindo infraestrutura energética”, afirma o comunicado dos ministros do Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, além do principal diplomata da UE, aponta a Reuters.
Novas ameaças
As tensões envolvendo a guerra no Oriente Médio se intensificaram nos últimos dias. O presidente dos EUA, Donald Trump, e o Irã fizeram ameaças de agravamento da guerra a partir de possíveis ataque a instalações de energia no Golfo, movimento que tem grande potencial de expandir uma crise regional e aumentar as preocupações de crise nos mercados internacionais.
Segundo informações da Reuters, durante a madrugada deste domingo (22), a população de Israel foi avisada por sirenes de alerta aéreo de que um novo ataque estava se aproximando. A chegada de mísseis do Irã deixou dezenas de pessoas feridas, após duas ofensivas em Arad e Dimona. As ações aumentam a tensão na região e podem indicar a possibilidade de episódios de violência mais graves nos próximos dias, que não devem ser as últimas.
Enquanto isso, Donald Trump ameaça “aniquilar” as usinas de energia do Irã se Teerã não fazer a reabertura do Estreito de Ormuz em 48 horas. Em resposta, o Irã disse que atacaria a infraestrutura dos Estados Unidos, incluindo instalações de energia no Golfo, caso o presidente norte-americano cumprisse o que falou.
“Se o Irã não ABRIR COMPLETAMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz, dentro de 48 HORAS a partir deste exato momento, os Estados Unidos da América atacarão e destruirão suas diversas USINAS ELÉTRICAS, COMEÇANDO PELA MAIOR!” disse Trump em redes sociais na noite deste sábado (21).
Sobre a passagem no Estreito de Ormuz, a navegação segue em funcionamento, mas com restrições. Embarcações ligadas aos Estados Unidos ou, como afirmou o representante do país na Organização Marítima Internacional, aos “inimigos do Irã” não devem fazer a utilização da rota. As ameaças do país norte-americano são diretas às usinas de energia iranianas.
Mísseis de longo alcance
Nos últimos ataques, Teerã lançou mísseis de longo alcance pela primeira vez, o que alerta para o risco de ataques para além do Oriente Médio. O resultado foi um ataque que atingiu as proximidades do reator nuclear secreto de Israel. Além disso, o país do Oriente Médio disparou dois mísseis balísticos, que tiveram alcance de 4.000 km (2.500 milhas) contra uma base militar conjunta americano-britânica de Diego Garcia, localizada no Oceano Índico.
De acordo com a Reuters, desde o início do conflito, há cerca de três semanas, mais de 2 mil pessoas foram mortas. As consequências já são sentidas no mercado, com aumento dos preços dos combustíveis e crescimento das incertezas, além do temor de uma inflação global.

