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Geopolítica

Quem era Robert Mueller? Figura central na investigação sobre Trump e Rússia

O falecimento foi informado por meio de um comunicado de sua família sem muitos detalhes

Quem era Robert Mueller? Figura central na investigação sobre Trump e Rússia

O ex-diretor do FBI que, trabalhou no combate ao terrorismo é liderou uma investigação eleitoral contra Donald Trump, Robert Mueller, morreu na noite de sexta-feira (20), aos 81 anos, conforme informações divulgadas em jornais americanos. O falecimento foi informado por meio de comunicado de sua família sem muitos detalhes e que pedia privacidade quanto ao momento de luto.

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“Com profunda tristeza, estamos compartilhando a notícia de que Bob faleceu”, disseram. “Sua família pede que sua privacidade seja respeitada”, afirmou a família em comunicado.

Por outro lado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pareceu comemorar a morte de Mueller. Nas redes sociais, o presidente americano reagiu à notícia afirmando o seguinte: “Robert Mueller acaba de morrer. Bem, fico feliz que esteja morto. Já não pode ferir pessoas inocentes!”.

Antes de se aposentar como diretor do FBI em 2013, cargo que ocupou durante 12 anos, Mueller trabalhou também no combate ao terrorismo após os ataques de 11 de setembro de 2001, a partir da transformação da mais importante agência de aplicação da lei dos Estados Unidos. Após isso, ele retornou ao serviço público para atuar especificamente no caso que envolve o presidente norte-americano.

Investigação contra Donald Trump

Segundo informações do InfoMoney, a morte de Robert Mueller chama atenção por ele ter trabalhado como conselheiro especial do Departamento de Justiça, encarregado de investigar os laços entre a Rússia e a campanha presidencial de Donald Trump. O caso envolve um possível plano da Rússia para influenciar o resultado das eleições de 2016.

“Em primeiro lugar, nossa investigação descobriu que o governo russo interferiu em nossa eleição de forma abrangente e sistemática”, disse. “Em segundo lugar, a investigação não comprovou que membros da campanha de Trump conspiraram com o governo russo em suas atividades de interferência eleitoral. Não abordamos o conceito de ‘conluio’, que não é um termo jurídico. Em vez disso, concentramo-nos em determinar se as provas eram suficientes para acusar qualquer membro da campanha de participação em uma conspiração criminosa. Não eram”, afirmou o conselheiro durante depoimento ao Congresso em 2019.

A investigação contra o presidente norte-americano durou 22 meses, processo que resultou na acusação de 34 pessoas. Entre os denunciados estavam diversos associados ao governo, além de oficiais da inteligência russa e três empresas russas, com base em declarações de culpa e condenações. Apesar disso, não foi criada uma indicação criminal diretamente contra o presidente republicano, de acordo com a Reuters.

Sobre a não acusação direta a Donald Trump, Mueller afirmou que o presidente não foi isentado de responsabilidade pelos atos que supostamente cometeu. “Com base na política do Departamento de Justiça e nos princípios de imparcialidade, decidimos que não faríamos uma determinação sobre se o presidente cometeu um crime”.

Pontos da investigação

A investigação apontou diversas conexões entre o governo russo e a campanha de Trump, indicando que a equipe do então candidato “esperava se beneficiar eleitoralmente de informações roubadas e divulgadas por meio de esforços russos”.

Em resposta, Robert Mueller passou ser alvo de vários ataques ​​de Trump e seus aliados, que questionavam sua integridade e classificavam o inquérito como uma “caça às bruxas manipulada”. O próprio presidente chegou a afirmar que “é tudo uma grande farsa”.

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