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Geopolítica

Estreito de Ormuz está em alerta “crítico”; quais são os possíveis impactos globais?

Organização marítima reforça risco de navegação no Oriente Médio

Estreito de Ormuz está em alerta “crítico”; quais são os possíveis impactos globais?

Ameaças dos Estados Unidos contra o Irã em menção ao Estreito de Ormuz aumentou as tensões globais sobre o fechamento total da passagem marítima, essencial para o fornecimento de petróleo no mundo. Em aviso, neste domingo (22), a United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO), que é a organização da Marinha Real Britânica, alertou que o risco de navegação no Oriente Médio permanece em estado “crítico”.

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Em comunicado, a organização entende que a situação preocupante se deve aos padrões de recentes ataques, interferências contínuas na navegação, assim como a interrupção operacional, até mesmo nos portos do Oriente Médio. De acordo com a organização, foram realizados 21 ataques contra embarcações desde 1º de março.

No período, o trânsito marítimo no Estreito de Ormuz caiu de uma média histórica de 138 navios por dia para cerca de um navio por dia, conforme informações do MoneyTimes. O governo do Irã afirma que a passagem está bloqueada apenas para os “inimigos do Irã”, em referência aos Estados Unidos.

EUA ameaçam ataque

Conforme noticiado pelo O Brasilianista, no último final de semana, as tensões da guerra no Oriente Médio se intensificaram. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou que, se o Estreito de Ormuz não fosse reaberto em 48 horas, ele iria “aniquilar” as usinas de energia iranianas. Em resposta, o Irã afirmou que, caso a ameaça se concretizasse, iria atacar a infraestrutura dos Estados Unidos, como as instalações de energia na região do Golfo.

“Se o Irã não ABRIR COMPLETAMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz, dentro de 48 HORAS a partir deste exato momento, os Estados Unidos da América atacarão e destruirão suas diversas USINAS ELÉTRICAS, COMEÇANDO PELA MAIOR!”, afirmou o presidente norte-americano em em redes sociais na noite de sábado (21).

Já na manhã desta segunda-feira (23), Donald Trump afirmou que houve deliberação positiva com o Irã e informou que ataques militares contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas serão paralisadas por cinco dias. “Com base no teor e no tom dessas conversas aprofundadas, detalhadas e construtivas, que continuarão ao longo da semana, instruí o Departamento de Guerra a adiar todos e quaisquer ataques militares contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas por um período de cinco dias”.

Impactos globais

Desde o início do conflito no Oriente Médio, internacionalistas alertam para as preocupações não apenas na região, mas em todos os países do mundo. A instabilidade gerada pela guerra por si só pode ter efeitos econômicos, inclusive no setor industrial brasileiro a partir das ameaças aos mercados globais, conforme informações do O Brasilianista.

Em relação ao fechamento total do Estreito Ormuz, o cenário pode ser ainda mais preocupante por ser a passagem responsável por transportar 20% da produção mundial de petróleo e gás do mundo, refletindo diretamente nos preços internacionais da energia e na segurança de diversos países dependentes do combustível. Após o início da guerra, o barril do petróleo Brent já bateu a marca dos 100 dólares.

Na prática, a prolongação do conflito pode gerar efeitos na energia elétrica a partir da maior pressão sobre a geração das termelétricas a gás, bem como aumentar os preços do gás natural e dos combustíveis. Além disso, os efeitos podem ser sentidos também nos custos das indústrias de química, bem como de siderurgia, petroquímica, cerâmica e vidros.

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