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Economia

GPA: credores contratam Moelis para renegociação de dívida bilionária

Credores de títulos da dívida no mercado local também podem estar próximos de contratar uma assessoria jurídica

GPA: credores contratam Moelis para renegociação de dívida bilionária

A empresa de assessoria financeira Moelis foi contratada por detentores de títulos locais do Grupo Pão de Açúcar (GPA) após a decisão de avançar com a reestruturação financeira, em meio à crise enfrentada pela companhia nos últimos anos. Recentemente, a rede de supermercados brasileira entrou com um pedido de recuperação extrajudicial para pagar R$ 4,5 bilhões em dívidas.

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Segundo informações da Bloomberg, pessoas próximas das negociações afirmam que os credores de títulos da dívida no mercado local também estão próximos de contratar uma empresa de assessoria jurídica, cotada para ser a Lefosse Advogados. Por enquanto, 46% dos detentores afetados, o que equivale a R$ 2,1 bilhões, aceitaram o acordo de reestruturação proposto pelo GPA, entre eles estão Itaú, HSBC, Rabobank e BTG Pactual.

Situação da GPA

A Cia. A Brasileira de Distribuição, nome formal do GPA, contratou o grupo Munhoz Advogados, empresa especializada em reestruturação de dívidas, segundo fontes familiarizadas com o assunto. A empresa enfrenta dificuldades financeiras alcançadas a partir de dívidas substanciais com vencimento neste ano.

Entre as contas que vencem este ano, está o pagamento de R$ 450 milhões em maio, bem como outro de R$ 889 milhões em debêntures em julho. Já em novembro, a empresa tem um compromisso de R$ 127 milhões referentes a uma série da 20ª emissão de debêntures, e um empréstimo de R$ 508 milhões feito com o Rabobank, segundo o InvestNews.

Outro problema enfrentado pela empresa e por outras companhias nacionais é a dificuldade em meio a taxa de juros em alta. Conforme informações noticiadas pelo O Brasilianista, a GPA tem como principal dificuldade lucrar mais do que as dívidas, últimos dados mostram que a dívida bruta total alcançava o patamar de cerca de R$ 4 bilhões.

Pedido de recuperação extrajudicial

Posicionada entre um dos maiores grupos do varejo alimentar do país e em funcionamento há sete décadas, o Grupo Pão de Açúcar recorre à recuperação extrajudicial em um cenário de dívidas cada vez maiores. A empresa teve que destinar mais de R$ 3,3 bilhões para pagar despesas financeiras, enquanto isso suas ações já acumulam queda de 34% no ano.

O pedido de recuperação extrajudicial feito no inicio deste mês pede para pagar dívidas não operacionais e não realiza alterações nas operações da empresa. A medida, aprovada por unanimidade pelo conselho de administração, prevê que fique de fora obrigações correntes com fornecedores, parceiros e clientes, além de salários, aluguéis e passivos trabalhistas.

“Assim, o plano representa um passo importante para o objetivo da administração de fortalecer o balanço, melhorar o perfil do endividamento e posicionar a companhia para o futuro, ao mesmo tempo que preserva o relacionamento com fornecedores e protege sua operação”, afirma comunicado da empresa, de acordo com a Agência Brasil.

A empresa pertence em 24% à família mineira Coelho Diniz. Já 16% são detidos pelo investidor Silvio Tini, que também é acionista de empresas como Alpargatas, Bombril e Gerdau. O grupo francês Casino, que é antigo controlador do grupo, detém 22% do Grupo Pão de Açúcar.

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