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Política

A estratégia do PSD após saída de Ratinho Jr.

O governador do Paraná estava na corrida presidencial para as eleições de 2026, mas anunciou desistência

A estratégia do PSD após saída de Ratinho Jr.

O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), deixou a corrida presidencial, fazendo o partido mudar sua rota para as eleições de 2026 e reorganizar suas alternativas dentro da chamada “terceira via”. Antes da saída do governador, o partido contava com três nomes competitivos. Agora, o leque restringe a duas opções, como detalha O Brasilianista: a vertente conservadora de Ronaldo Caiado, governador de Goiás e a linha centrista de Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul.

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O partido, com menos opções de candidatos, passa a concentrar sua aposta em perfis diferentes: Caiado prioriza a pauta da segurança pública, enquanto Leite enfatiza saúde fiscal e modernização administrativa. O PSD ainda avalia se deve investir em um projeto de direita alternativo ao de Flávio Bolsonaro (PL) ou se a melhor estratégia é seguir a moderação representada por Leite.

Segundo informações da Gazeta do Povo, a saída de Ratinho Junior foi estratégica, a ideia é preservar seu capital político no Paraná e evitar desgaste em uma campanha nacional incerta. A decisão busca proteger conquistas locais diante da instabilidade do apoio da família Bolsonaro e da filiação de Sergio Moro ao PL.

Ao permanecer no Executivo estadual, Ratinho mantém a coesão de seu grupo e protege recursos para futuras disputas. Embora tenha recebido convites para compor chapa como vice de Flávio Bolsonaro ou concorrer ao Senado, o governador optou por concluir seu mandato e concentrar-se na gestão administrativa, de acordo com a Folha de S.Paulo.

A salvação do PSD

Com Ratinho fora da disputa nacional, Ronaldo Caiado seria principal aposta da chapa internamente, mas seu crescimento é mais ligado ao institucional do que eleitoral, destacam analistas. Ele precisaria se diferenciar de Flávio Bolsonaro para conseguir conquistar o eleitorado de direita tradicional.

Caiado pode explorar tensões do setor com políticas do governo dos Estados Unidos em 2025 com temas como agronegócio e o interior do Centro-Oeste, segundo o G1. Ele se apresenta como governador de oposição próximo a família Bolsonaro, tendo participado de atos políticos em São Paulo ao lado de Flávio e Romeu Zema (Novo-MG).

Eduardo Leite permanece como opção centrista da legenda, mirando eleitores moderados e com potencial de crescimento em um segundo turno. Pesquisas recentes, no entanto, indicam limites para sua projeção nacional.

O levantamento Quaest de março mostrou Leite com 3% das intenções de voto, nível similar a Zema, abaixo de Ratinho Junior (7%) e de Caiado (4%). Já no Datafolha, entre 3 e 5 de março, há uma tendência semelhante: Caiado fica com 4% e Leite com 3% em cenário de primeiro turno com Ratinho ainda na disputa. Mesmo assim, ambos ainda perdem para Lula, atual presidente do Brasil.

Apesar da redefinição do quadro de candidatos, o PSD mantém a intenção de lançar um nome próprio para a presidência, segundo comunicado de Gilberto Kassab à Gazeta do Povo. Analistas indicam que essa candidatura deve servir mais como instrumento de negociação para o segundo turno do que como objetivo final.

Confira a entrevista exclusiva de Caiado ao O Brasilianista.

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