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Economia

Setor industrial tem evitado crédito para investir em inovação

A complexidade nas etapas administrativas aparecem como principal dificuldades para aqueles que procuram por modernização

Setor industrial tem evitado crédito para investir em inovação

Dados apontam que, nos últimos três anos, 72% das indústrias não buscaram nenhum tipo de crédito específico para investir em inovação. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), entre as empresas que buscaram esse tipo de fomento, apenas 19% alcançaram efetividade no financiamento.

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A complexidade nas etapas administrativas aparece como a principal dificuldade das indústrias que procuram por inovação. Conforme informações do Broadcast, o levantamento aponta que a burocracia foi indicada por 53% dos entrevistados como o principal problema, outros 18% afirmaram o custo financeiro como impasse, enquanto 11% disseram que não procuram crédito para investir em inovação devido à exigência de garantias.

“A percepção colhida pelo País atesta que, diante da insegurança jurídica e do medo da prestação de contas (risco de glosa), a indústria prefere recorrer ao autofinanciamento”, afirma a Confederação Nacional da Indústria.

Taxa de juros

O nível de juros é apontado como um dos principais indicadores para as empresas na hora de investir. A redução das taxas de juros é apontada como prioridade por 76% das indústrias. Em segundo lugar de prioridade, com 52%, aparece a demanda por maior prazo e carência, seguidos pela necessidade de processos de análise mais rápidos.

Ao responder sobre o nível atual da taxa de juros, 27% das empresas responderam que estariam dispostas a realizar empréstimos a 12% ao ano. Além disso, a sondagem aponta que se caso fosse oferecida uma linha exclusiva para Inovação e Tecnologia a uma taxa de 8% ao ano, 47% das empresas aceitariam realizar o crédito.

Os juros são um dos impeditivos para os investimentos gerais do setor, onde 23% das empresas do segmento industrial não pretende destinar recursos para investimentos este ano, de acordo com O Brasilianista. Apesar do Copom reduzir a taxa para 14,75% ao ano, a atividade considera a queda insuficiente para interromper a queda da atividade econômica.

“O percentual de empresas que não pretendem investir é elevado e reflete o cenário adverso que a indústria herdou do ano passado, principalmente por conta dos juros altos. É um resultado que preocupa, uma vez que os investimentos são a base de um crescimento sustentável e a fonte do tão necessário aumento da produtividade da economia brasileira”, afirma o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

Inovação indústrial desacelera

Conforme noticiado recentemente pelo O Brasilianista, a taxa de inovação das empresas industriais com 100 ou mais empregados alcançou apenas 64,4% em 2024, com recuo em relação aos anos anteriores. Sem inovação, as empresas podem enfrentar mais dificuldades de competitividade, perdendo cada vez mais espaço para aquelas que investem em tecnologia.

Além disso, os dados mais recentes da indústria indicam que os investimentos em inovação estão concentrados, em sua maioria, em empresas de grande porte. O cenário mostra que negócios com mais de 500 funcionários apresentam taxas significativamente superiores às observadas em empresas de menor porte.

Neste semana, foi lançada a Agenda Legislativa da Indústria 2026, momento em que a CNI lançou também o Projeto para o Brasil 2050, inciativa que reúne propostas para a indústria crescer a partir do fortalecimento do equilíbrio fiscal e de vantagens competitivas, segundo Agência de Notícias da Indústria. Além disso, o plano prevê iniciativas para a melhora do ambiente de negócios, bem como ações que envolvem a economia circular, data-centers e combustíveis sustentáveis.

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