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Justiça

Como o Grupo Fictor está relacionado com o caso Master?

A empresa enfrentou uma deterioração de imagem no mercado e agora é alvo de investigações de outra fraude

Como o Grupo Fictor está relacionado com o caso Master?

Grupo Fictor está no centro de uma investigação sobre fraudes bancárias de grande escala em meio a deflagração da Operação Fallax nesta quarta-feira (25). Conforme mostrado pelo O Brasilianista, a ação da Polícia Federal atinge diretamente o CEO da empresa, Rafael de Góis, e ocorre em um momento de fragilidade da companhia, que já enfrentava dificuldades após movimentações recentes no mercado financeiro.

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A Fictor virou alvo de investigação após anunciar, em novembro de 2025, a intenção de adquirir o Banco Master. A negociação envolvia investidores internacionais e um aporte bilionário, mas ocorreu pouco antes da liquidação extrajudicial da instituição financeira.

Após o episódio, a empresa enfrentou uma deterioração de imagem no mercado. Esse cenário levou a resgates significativos por parte de investidores e contribuiu para o agravamento da situação financeira do grupo.

Segundo o Uol, uma reunião interna gravada dias antes do colapso mostra que a compra do Master era avaliada como uma maneira de ter um banco na mão, permitindo que a empresa migrasse captações de Sociedades em Contas de Participação (SCPs) para produtos bancários como CDB, que têm garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até o valor de R$ 250 mil.

O caso ganha relevância pelo volume de recursos envolvidos e pela forma como o esquema teria operado dentro do sistema bancário.

A Operação Fallax tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes contra a Caixa Econômica Federal. As informações são do g1.

Grupo Fictor em recuperação judicial

Grupo Fictor entrou com um requerimento de recuperação judicial das empresas Fictor Holding e Fictor Invest no início de fevereiro.

Em justificativa, a empresa comunicou que a ação é uma tentativa de “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”.

“Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, disse a instituição em nota.

Além disso, afirmou que o objetivo é quitar as contas em até 180 dias para suspender cobranças e bloqueios. No entanto, uma mudança feita logo antes do pedido de recuperação mudou a forma como os investidores serão ressarcidos.

Segundo um investidor do Fictor, em entrevista ao Money Times, a empresa enviou um comunicado informando que estava promovendo o distrato unilateral das Sociedades em Conta de Participação (SCPs). Na prática, a medida trocou os investidores para credores e adiou os pagamentos previstos a esses antigos sócios.

A instituição utiliza a estrutura de SCPs, em que sócios se unem para investir em empreendimentos, para captar recursos. Foi mais de R$ 1,6 bilhão levantado desde 2021.

A quebra do contrato de sociedade inclui o pagamento desses investidores nas regras da recuperação judicial. Dessa forma, não poderão solicitar cobranças por até 180 dias e os valores de dívida podem eser negociados dentro do plano apresentado pela empresa.

Para advogados ouvidos pelo Money Times, a Fictor utilizou o investimento em SCPs de forma irregular.

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