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Economia

Goldman Sachs indica ações brasileiras com potencial diante de novo movimento global

Banco internacional aponta oportunidades no país com base em fatores internos e cenário externo mais favorável

Goldman Sachs indica ações brasileiras com potencial diante de novo movimento global

O banco Goldman Sachs colocou o Brasil entre os mercados com maior capacidade de atrair capital estrangeiro em um cenário de reacomodação global. Mesmo com a saída expressiva de recursos de países emergentes nas últimas semanas, o país aparece como uma opção relevante para investidores internacionais, segundo análise recente.

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Durante o período de maior tensão externa, houve retirada bilionária de recursos de mercados emergentes. Ainda assim, o Brasil seguiu na direção oposta e registrou entrada líquida de capital estrangeiro, o que chamou a atenção dos analistas do banco.

De acordo com o MoneyTimes, enquanto outros países sofreram perdas significativas de fluxo, o mercado brasileiro teve ingresso aproximado de US$ 900 milhões. Mesmo com esse resultado, o principal fundo ligado à bolsa brasileira no exterior apresentou queda, em meio à realização de lucros em ações locais.

Brasil em posição diferenciada

A avaliação do banco considera um conjunto de fatores que favorecem o país. Entre eles, está a posição como exportador relevante de petróleo, com expectativa de volumes elevados nos próximos anos, além de preços considerados atrativos para as ações.

Outro ponto observado é o nível atual de valuation, processo de avaliação financeira para estimar o valor real ou intrínseco de uma empresa, ativo ou projeto. As empresas brasileiras seguem negociadas a múltiplos mais baixos em comparação com médias históricas, o que pode abrir espaço para valorização em um ambiente mais favorável.

A política monetária também entra na conta. A projeção do banco indica possibilidade de redução da taxa básica de juros ao longo do próximo ano, caso o cenário internacional se estabilize. Esse movimento tende a beneficiar ativos locais e aumentar o interesse por renda variável.

Empresas aparecem como principais apostas

Dentro desse contexto, o Goldman Sachs selecionou companhias brasileiras que podem apresentar melhor desempenho. A lista inclui empresas consideradas mais sensíveis ao ciclo econômico, além de nomes vistos como mais estáveis.

Entre os destaques ligados à atividade econômica estão BTG Pactual, B3, Nubank, Lojas Renner, Smart Fit, Cyrela, GPS, C&A e Vibra. Essas empresas podem ser impactadas por fatores como retomada do crédito, crescimento do consumo e maior movimentação no mercado financeiro.

“No caso do BTG, vemos potencial de crescimento com a retomada da atividade em investment banking, crédito corporativo e gestão de recursos, mantendo ROE próximo de 25%”, afirmam os analistas.

A expectativa para a bolsa brasileira também envolve aumento no volume de negociações. Com juros menores, investidores tendem a migrar parte dos recursos da renda fixa para ações, o que pode elevar a liquidez do mercado.

Já no consumo, companhias do varejo podem se beneficiar da melhora na renda disponível. Ao mesmo tempo, empresas com modelo de expansão estruturado, como no setor de academias e serviços, aparecem como opções com maior capacidade de adaptação.

Grupo com perfil mais estável também entra na estratégia

O banco também incluiu empresas com características mais defensivas, voltadas a setores com demanda considerada mais previsível. Estão nesse grupo companhias como Copel, Equatorial, Sabesp, Multiplan e Rede D’Or.

“Vemos a Equatorial como uma das melhores alocadoras de capital do setor, enquanto a Sabesp combina valuation atrativo com catalisadores relevantes no curto prazo”, destacam.

Essas empresas tendem a apresentar menor volatilidade em momentos de incerteza, ao mesmo tempo em que podem se beneficiar de um ambiente de juros mais baixos.

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