O CEO do Grupo Fictor, Rafael de Góis, está no centro de uma investigação sobre fraudes bancárias de grande escala em meio a deflagração da Operação Fallax na última quarta-feira (25).
Conforme mostrado pelo O Brasilianista, a ação da Polícia Federal ocorre em um momento de fragilidade da companhia, que já enfrentava dificuldades após movimentações recentes no mercado financeiro.
A Fictor virou alvo de investigação após anunciar, em novembro de 2025, a intenção de adquirir o Banco Master. A negociação envolvia investidores internacionais e um aporte bilionário, mas ocorreu pouco antes da liquidação extrajudicial da instituição financeira.
Após o episódio, a empresa enfrentou uma deterioração de imagem no mercado. Esse cenário levou a resgates significativos por parte de investidores e contribuiu para o agravamento da situação financeira do grupo.
Segundo o Uol, uma reunião interna gravada dias antes do colapso mostra que a compra do Master era avaliada como uma maneira de ter um banco na mão, permitindo que a empresa migrasse captações de Sociedades em Contas de Participação (SCPs) para produtos bancários como CDB, que têm garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até o valor de R$ 250 mil.
O caso ganha relevância pelo volume de recursos envolvidos e pela forma como o esquema teria operado dentro do sistema bancário.
A Operação Fallax tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes contra a Caixa Econômica Federal. As informações são do g1.
Quem é Rafael de Góis?
Rafael de Góis, sócio de CEO do Grupo Fictor, tem formação em Administração de Empresas pela Universidade Candido Mendes, onde se formou em 2000, com foco em gestão estratégica, finanças e operações.
De acordo com seu perfil no LinkedIn, atua como empreendedor, gestor e sócio da holding multissetorial, que possui operações no Brasil, Portugal e Estados Unidos.
Ele afirma que possui mais de 25 anos de experiência nos setores industrial, financeiro e imobiliário, indicando que começou sua jornada no mercado financeiro aos 16 anos.
Desde então, Góis reitera que percorreu diferentes posições de liderança e empreendeu em setores diversos, da indústria à tecnologia.
Essas vivências culminaram na fundação da Fictor, em 2007. Segundo o g1, a empresa teve origem no setor de tecnologia, como fornecedora de soluções para logística e gestão empresarial.
Já m 2013, a companhia fez sua primeira operação de investimento, o que impulsionou um processo de diversificação dos negócios.
Estrutura do esquema
De acordo com a CNN Brasil, a investigação começou em 2024, após a identificação de um modelo organizado de obtenção de vantagens ilícitas.
O grupo atuava de forma estruturada, com divisão de funções e uso de diferentes empresas para viabilizar as operações.
Ainda conforme a apuração, os envolvidos cooptavam funcionários de instituições financeiras para inserir dados falsos em sistemas bancários.
Esse mecanismo permitia a realização de saques e transferências sem autorização legítima, dificultando a detecção imediata das irregularidades.
O Brasilianista mostrou que o CEO do Grupo Fictor é um dos alvos de mandados de busca no âmbito da operação.
A investigação também alcança estruturas empresariais ligadas ao grupo, utilizadas na movimentação de recursos.
A presença de executivos no centro da apuração amplia o impacto do caso, especialmente em um setor que depende diretamente da confiança de investidores e parceiros.

