Publicidade
Economia

Brasil precisa reforçar soft power para atrair investidores internacionais, segundo especialista

A percepção internacional sob o ponto de vista dos investimentos pode ser um dos caminhos para alcançar maiores negócios

Brasil precisa reforçar soft power para atrair investidores internacionais, segundo especialista

Recentemente, a produção brasileira O Agente Secreto, que retrata a época da ditadura militar concorreu em cinco categorias do Oscar, entre elas a de melhor filme internacional. Além do cinema, o turismo tem contribuído para o soft power do país, dados apontam que, nos dois primeiros meses deste ano, o país recebeu 2,6 milhões de estrangeiros. Entretanto, a percepção internacional sob o ponto de vista dos investimentos pode ser um dos caminhos para alcançar maiores negócios.

Publicidade

O Índice Global de Soft Power 2025 ranqueou o país na 31ª posição, com uma pontuação de influência internacional de 48,8 em 100. Conforme a Brand Finance, responsável pelo levantamento, o soft power é uma forma de poder sociopolítico e comercial que utiliza elementos da cultura, da mídia, bem como das negociações diplomáticas para ampliar a influência de países na geopolítica internacional.

O país precisa chamar atenção de investidores

Sobre o crescimento do Brasil como tendência em outros países, o economista e especialista em relações internacionais, Pedro Fernandes, afirma que a movimentação é real principalmente diante do cenário de que filmes de produção nacional vem sendo “laureados” em eventos de extrema importância. Assim como outras movimentações importantes, como o acordo entre o Mercosul e a União Europeia.

Entretanto, Pedro Fernandes pondera que existe a necessidade de que o Brasil seja visto cada vez mais por acionistas internacionais como um lugar seguro para investimentos. “O país precisa buscar formas de aumentar as oportunidades, pois é esta percepção internacional que favorece o surgimento de oportunidades e de desenvolvimento”.

Brasil pode ser melhor visto

Expectativas apontam que a permanência de avanços na economia do país pode ajudar na forma como o Brasil é visto no exterior, o que influenciaria para abertura de novas oportunidades comerciais. De acordo com Fernandes, a economia brasileira tem apresentado movimento de crescimento nos últimos quatro anos, bem como tem chamado atenção pela diminuição da taxa de desemprego, que está em seu menor nível.

“Temos uma das menores taxas de desocupação da nossa história. Isto significa que nossa economia está incluindo pessoas, oferecendo mais oportunidades. As taxas de violência como taxa de homicídios, furtos e roubos também vem caindo, em parte, pela transição demográfica que estamos vivenciando. Mais oportunidades econômicas, menos crimes, maior acesso dos mais pobres a oportunidades de crescimento, como acesso a universidade, são elementos positivos, que ajudam a explicar a melhora na percepção de realização do brasileiro”, explica.

Destaque em outros países

Em outros países, os brasileiros também chamam atenção por sua capacidade de adaptação. O especialista aponta que, ao contrário do observado em outros povos, que, quando migram, preferem criar novas vizinhanças dominadas por seus próprios conterrâneos e por sua cultura, os brasileiros se misturam às sociedades que os recebem, movimento que pode mudar o olhar de outras lideranças.

“Em meio a transição demográfica global, e a crise com imigrantes de outras origens na Europa e nos Estados Unidos, o brasileiro pode ter uma oportunidade de valorização e de desenvolvimento”.

Siga as redes sociais do O Brasilianista