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Economia

Brasil possui arma secreta para combater crises do petróleo, afirma The Economist

Alto investimento em biocombustíveis é estratégia antiga do Brasil

Governo concentra ações em energia e combustíveis

“O Brasil tem uma arma secreta contra choques do petróleo e os biocombustíveis vão ajudar o país a enfrentar os efeitos do conflito no Oriente Médio“, foi o que disse o artigo publicado pela revista The Economist na última quinta-feira (26/03).

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A guerra no Oriente Médio se iniciou no dia 28 de fevereiro e gerou uma crise energética global. Isso ocasionou a alta do gás natural e do petróleo, além do risco de desabastecimento, em especial após o bloqueio do Estreito de Ormuz.

Em meio a essa guerra envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel, o Brasil conta com os biocombustíveis, uma vantagem altamente estratégica, segundo a revista.

“O Brasil estava preparado”

O preço do barril de petróleo do tipo Brent chegou a picos de mais de US$ 110 no início da semana, ultrapassando novamente os US$ 100.

Donald Trump, em meio ao cenário de incerteza política e pressão em relação aos preços, afirmou que haveria negociações em curso, mas o Teerã nega o diálogo.

O The Economist afirma que “o Brasil estava preparado” para um choque do petróleo, coisa que poucos países conseguiram. Isso se deve ao alto investimento em alternativas e a construção da indústria de biocombustíveis mais sofisticada do mundo, ao longo das décadas.

“Três quartos dos veículos leves no Brasil possuem tecnologia que permite rodar com qualquer mistura, desde gasolina pura até etanol 100%”, diz o artigo. O papel estrutural desses combustíveis na economia brasileira também é um destaque, “são misturados à gasolina e ao diesel, com percentuais obrigatórios definidos pelo governo de 30% e 15%, respectivamente, entre os mais altos do mundo”, completa.

Estratégia antiga

Um ressalva feita é que os mesmos biocombustíveis também não podem eliminar os custos provocados pelo alto preço do petróleo por completo.

Essa estratégia, ainda segundo o artigo, iniciou após outra crise do petróleo, em meados dos anos 1970, e se tornou uma base da política energética do Brasil.

“O Brasil importava 80% do combustível que consumia nessa época; o embargo árabe estava sufocando a economia. Transformar o excedente de cana-de-açúcar em etanol foi uma solução”, de acordo com o texto. “O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vê os biocombustíveis como uma solução para dois problemas. Reforçam a soberania do país e permitem ao Brasil reduzir as emissões de gases de efeito estufa sem o perigo de alienar os agricultores”, completa.

O modelo ainda chama a atenção de potências como Japão e Índia, que estudam a adaptação do método brasileiro.

Cada lado da guerra

Conforme divulgado pelo O Brasilianista, a esperança de quando os ataques começaram era de que a superioridade militar de Washington e Jerusalém faria com que o Irã pedisse paz nos termos dos Estados Unidos, o que não aconteceu.

Dessa forma, o plano de paz inclui a proposta do fim do programa de mísseis balísticos do Irã, o fim do apoio iraniano a “milícias por procuração” e o fim do programa nuclear iraniano.

O governo iraniano deseja que a marinha dos EUA saia da região, o que permitiria que o Irã se tornasse a principal potência militar na região, com apoio da China, Coreia do Norte e Rússia.

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