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Economia

Margens de lucro de distribuidoras e postos de combustíveis ultrapassam 70% diante da guerra

Segundo a ANP, o diesel registrou uma alta nos postos brasileiros de quase 20% nos últimos 15 dias

Margens de lucro de distribuidoras e postos de combustíveis ultrapassam 70% diante da guerra

Segundo um levantamento do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps), a margem de lucro das distribuidoras e postos de combustíveis brasileiros teve um aumento de cerca de 37% desde que a guerra no Oriente Médio iniciou, no dia 28 de fevereiro.

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A última avaliação pelo levantamento foi no dia 21 de março, quando valor do diesel S-500 alcançou o valor de R$ 1,63, representando o aumento total de 71,6%. Em comparação, no dia em que se iniciou o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, a margem de lucro era de R$ 0,95, em média. As informações são da ICL Notícias e CNN Brasil.

Crescimento das margens

O Ibeps aponta ainda que o crescimento das margens ocorre desde 2021, mesmo que a alta recente esteja acompanhando a alta do petróleo a nível internacional. Em comparação com o ano em evidência, o diesel S-500, S-10 e a gasolina comum eram de +238,8%, +111,8% e +90,7%, respectivamente.

De acordo com o economista da Ibeps, Eric Gil Dantas, há dois fatores estruturais que explicam essa tendência: a alta de preços entre os anos de 2021 e 2022 e a privatização de empresas estatais, como é o caso da BR Distribuidora e a Liquigás.

“O primeiro foi a alta de preços entre 2021 e 2022, quando os derivados atingiram os maiores valores reais da história do país. A política de Preço de Paridade de Importação (PPI) adotada pela Petrobras trouxe grande volatilidade ao mercado, permitindo que as margens crescessem sem serem percebidas. Mesmo com poucos reajustes em 2023, as margens continuaram subindo. Com isso, perdeu-se a possibilidade de manter margens mais próximas do aceitável. A BR e a Liquigás tinham grande poder para determinar essas margens e, após serem privatizadas, isso se perdeu”, disse Dantas.

O estudo feito pela Ibeps é realizado através de dados fornecidos pelo MME (Ministério de Minas e Energia), e tendo como base o Relatório Mensal do Mercado de Derivados de Petróleo, que detalha a composição dos preços dos biocombustíveis, combustível fóssil, tributo e margens de distribuição e revenda, somados a informações da ANP e Esalq/USP.

Alta do petróleo

Segundo a ANP, o diesel registrou uma alta nos postos brasileiros de quase 20%, nos últimos 15 dias. Mesmo com os alertas de interrupção nos portos do Báltico, feitos pela Rússia, e a tensões entre Irã e EUA, o cenário global segue volátil.

O agronegócio, a geração de energia elétrica em termelétricas ligadas nos períodos de seca e o transporte estão entre os principais afetados pela alta do preço dos derivados do petróleo.

Aumento de preço

Conforme noticiado pelo O Brasilianista, o vice-presidente Geraldo Alckmin comentou sobre a alta do barril do petróleo no mundo. “O subsídio não tem a ver com eleição. A questão do petróleo é com a guerra. Nós não temos o poder de acabar com a guerra e ela mesma tem consequências no mundo inteiro. O barril do petróleo subiu no mundo inteiro, pulou de US$ 60 para US$ 100″, disse Alckmin.

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