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Geopolítica

“No Kings”: as manifestações contra Donald Trump que reuniram milhões nos EUA

O protesto se espalhou por diversas cidades do país, como São Francisco, Nova York, Denver, Washington, Houston, Atlanta, Chicago, Manhattan, entre outras

“No Kings”: as manifestações contra Donald Trump que reuniram milhões nos EUA

Neste último sábado (28), milhares de pessoas foram às ruas nos Estados Unidos com o intuito de protestar contra as políticas do presidente norte-americano, Donald Trump.

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O protesto também tinha o objetivo, além de criticar a política migratória, mostrar a posição contrária dos americanos em relação a participação dos EUA na guerra que acontece contra o Irã, assunto muito comentado nos últimos tempos. As informações são da Agência Brasil.

Protestos em diversas cidades

Chamada de ‘No Kings‘ (Sem Reis, traduzido para o português), a manifestação se espalhou por diversas cidades do país, como São Francisco, Nova York, Denver, Washington, Houston, Atlanta, Chicago, Manhattan, entre outras.

Mesmo que os números ainda não tenham sido divulgados, era esperada a presença de mais de nove milhões de pessoas. Os próprios organizadores tinham uma expectativa alta de pouco mais de três mil eventos já planejados nos 50 estados e em muitas cidades de fora do país, se tornando o maior protesto da história dos Estados Unidos em um único dia.

Apelo contra o conflito

A primeira mobilização desse movimento foi realizada no ano passado, mais precisamente em junho, onde contou com a participação de pouco mais de 4 milhões de pessoas em cerca de 2,1 mil locais no país. A segunda, que ocorreu em outubro, em mais de 2,7 mil locais, contou com a presença de quase 7 milhões de pessoas.

O bombardeio realizado pelos EUA e Israel contra o Irã, conflito que já dura quatro semanas, é um dos motivos para esses eventos. Os próprios organizadores citaram como uma forma de apelo contra a ação tomada pelo país.

Presenças importantes

Mike Marinella, porta-voz do Comitê Nacional Republicano do Congresso, criticou, por meio de um comunicado, o apoio aos protestos feito pelos políticos democratas. “Esses comícios contra a América são onde as fantasias mais violentas e delirantes da extrema esquerda encontram um microfone e os democratas da Câmara recebem suas ordens”, disse.

Em Manhattan, o ator e um dos organizadores do movimento, Robert De Niro falou sobre a ameaça de Trump a liberdade e segurança da população. “Houve outros presidentes que testaram os limites constitucionais de seu poder, mas nenhum representou uma ameaça existencial tão grande às nossas liberdades e segurança”, relatou.

Outra presença importante foi a do cantor Bruce Springsteen, conhecido também por já criticar abertamente o presidente norte-americano. O mesmo cantou a música ‘Streets of Minneapolis’ para uma multidão em um estádio de Minneapolis, a mesma feita durante os protestos contra a atuação do ICE, a polícia de imigração responsável pela morte de dois cidadãos americanos.

Queda na taxa de aprovação

Além disso, as manifestações acontecem em um momento delicado do governo Trump: a taxa de aprovação é a mais baixa desde que o republicano voltou à Casa Branca, com apenas 36%.

Vale lembrar que as eleições de meio de mandato dos EUA, pelas quais uma parte dos senadores e todos os deputados são renovados, ocorrem já no final deste ano.

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