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Geopolítica

Com guerra no Oriente Médio e petróleo em alta, Brasil se torna aposta entre emergentes

O país está uma posição relativamente mais tranquila em comparação aos demais mercados em desenvolvimento

Com guerra no Oriente Médio e petróleo em alta, Brasil se torna aposta entre emergentes

A alta do preço do petróleo, impulsionada pela guerra no Oriente Médio, provocou mudanças globais com efeitos positivos para o Brasil. Avaliação da Genoa Capital aponta que, com o barril acima de US$ 100, o país, exportador líquido de petróleo, obtém vantagens, com expectativa de ganho fiscal expressivo nesse cenário, além do aumento da arrecadação e da melhora na percepção de investidores do exterior.

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Em uma posição relativamente mais tranquila em comparação aos demais mercados emergentes, a combinação da exportação de petróleo com uma matriz energética pouco dependente de derivados coloca o país em uma posição mais “safe”, afirma o fundador e gestor da Genoa Capital, André Raduan. Segundo informações do InfoMoney, a empresa projeta que a inflação brasileira deve sair de cerca de 3,08% para algo entre 4,70% e 4,80% em nove meses, movimento que vai depender do ritmo do repasse realizado pela Petrobras.

Países emergentes se destacam

Apesar das vantagens por ser produtor e exportador de petróleo, o Brasil pode não ficar imune aos impactos. Alguns produtos e serviços do pais têm seus preços ligados ao mercado internacional, o que faz com que oscilações externas sejam sentidas pela população. É o caso do diesel, fertilizantes, bem como das passagens aéreas, que baseiam seus preços no cenário exterior.

A dinâmica coloca países distribuidores de energia sob constante pressão inflacionária e diante de uma deterioração das contas externas preocupante. A Índia exemplifica essa realidade, pois, por ser importadora líquida de energia, é diretamente atingida pela alta no preço do petróleo, movimento que pressiona a inflação e deteriora automaticamente a sua balança comercial. Diante disso, a procura de investidores por mercados fora dos Estados Unidos, coloca o Brasil como uma das principais opções entre os emergentes.

Segundo análise do InfoMoney, as mudanças são incentivadas pela imprevisibilidade do presidente do país norte-americano, Donald Trump, que assusta investidores com suas tarifas e mudanças inesperadas. “Qualquer diversificação, por menor que ela seja, leva o preço de tudo para cima”, explica André Raduan. Contudo, a longo prazo, o movimento estrutural deve continuar beneficiando as contas dos Estados Unidos.

Produtividade

Entre os avanços observados pelo gestor em países emergentes no mercado estão o maior controle da inflação, bem como a condução da política monetária, movimento que tem se repetido em diferentes economias. Apesar disso, a maioria das nações em desenvolvimento apresenta dificuldades em relação à situação fiscal, característica observada em todo o mundo.

Entretanto, Genoa Capital aponta que a produtividade ainda é um entrave. “Na parte de inflação, combate à inflação, melhorou, sim. Mas na produtividade, aí eu já não vejo tanto”. As expectativas são de que a utilização da Inteligência Artificial seja uma das estratégias para mudar o cenário, entretanto países desenvolvidos devem receber novas tecnologias muito antes.

Conforme noticiado pelo O Brasilianista, desde o início da guerra entre os Estados Unidos e o Irã, o valor de mercado da Petrobras alcançou alta de quase 20%. O período resultou no aumento para US$ 127,5 bilhões de seu valor de mercado, com crescimento de 18,9%, o maior entre as dez maiores petroleiras do mundo.

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