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Economia

Renda das famílias segue altamente comprometida no Brasil; veja números

Dados da Serasa indicam pouca folga no orçamento mesmo com aumento da renda

Renda das famílias segue altamente comprometida no Brasil; veja números

O avanço recorde da inadimplência no Brasil ocorre em um cenário de forte comprometimento da renda das famílias, que segue elevado em todas as regiões do país. Segundo levantamento da Serasa Experian, cedido com exclusividade ao CNN Money com base na solução Renda 5.0, entre 71,9% e 80,5% da renda mensal está destinada ao pagamento de despesas básicas e financeiras.

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De acordo com o Mapa de Inadimplência e Negociações de Dívidas no Brasil, da Serasa, o número de brasileiros com dívidas em atraso alcançou patamar recorde no início de 2026. Em fevereiro, o total chegou a 81,7 milhões de inadimplentes, o maior já registrado na série histórica, após 14 meses consecutivos de crescimento.

Em janeiro, o volume atingiu cerca de 81,3 milhões, consolidando 13 meses seguidos de alta. Apesar da leve melhora observada nos últimos anos, o nível de comprometimento da renda das famílias continua alto em todas as regiões.

A região Norte concentra o maior percentual de renda comprometida com despesas, enquanto o Sul apresenta o menor nível. Na sequência, o Nordeste registra 78%, seguido por Centro-Oeste, com 74,5%, e Sudeste, com 72,7%.

Os dados indicam, no entanto, uma trajetória de redução em relação a 2022, primeiro ano da série. Naquele período, o comprometimento era mais elevado em todo o país. O Norte atingia 81,9%, enquanto o Nordeste marcava 79,4%. O Sul registrava 73,2%, o Sudeste, 73,4%, e o Centro-Oeste se mantinha próximo de 75% ao longo do período analisado.

Renda cresce, mas não alivia orçamento

A alta da renda média mensal foi registrada em todas as regiões desde 2022, mas não foi suficiente para reduzir de forma significativa a pressão sobre os orçamentos familiares. O Sudeste lidera atualmente, com renda média de R$ 4.448, acima dos R$ 4.227 registrado há quatro anos.

Em seguida aparece o Sul, onde a renda passou de R$ 4.075 para R$ 4.308. No Norte, a média avançou de R$ 3.007 para R$ 3.018. Já o Nordeste, que segue com o menor rendimento do país, registrou aumento de R$ 2.766 para R$ 2.821.

Mesmo com essa evolução, o comprometimento da renda permanece alto e mantém uma pressão sobre o orçamento das famílias.

Perfil dos inadimplentes

A maior concentração de inadimplentes está na faixa etária de 41 a 60 anos, que representa 35,6% do total. Na sequência, aparecem os consumidores entre 26 e 40 anos, com 33,5% em fevereiro e 33,4% em janeiro. Pessoas com mais de 60 anos somam 19,8% em fevereiro e 19,9% no mês anterior.

Já os jovens de 18 a 25 anos correspondem a 11,1% dos inadimplentes em ambos os períodos analisados, segundo o levantamento. No campo das renegociações, o valor médio dos acordos firmados foi de R$ 777 em fevereiro. Em janeiro, a média registrada foi de R$ 795.

Ainda segundo o levantamento, os descontos concedidos nas negociações somaram mais de R$ 12,1 bilhões em janeiro. No mesmo período anterior, esse volume havia superado R$ 11,1 bilhões. O volume de oportunidades para renegociação segue elevado no país. Cerca de 620 milhões de ofertas estão disponíveis na plataforma Serasa Limpa Nome.

Em fevereiro, o total dessas ofertas ultrapassou R$ 1 trilhão. Em janeiro, o montante disponível era superior a R$ 997 bilhões, segundo os dados do levantamento.

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