A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã anunciou que empresas estrangeiras, incluindo gigantes de tecnologia dos Estados Unidos, poderão ser tratadas como alvos militares a partir de 1º de abril. A declaração amplia o nível de tensão no Oriente Médio e inclui nomes como Apple, Google e Meta entre as companhias citadas pelo governo iraniano.
Segundo informações do Broadcast, o comunicado também menciona outras multinacionais dos setores de tecnologia, indústria e finanças, como Microsoft, Intel, Nvidia, Boeing e JPMorgan. De acordo com o órgão iraniano, essas empresas estariam ligadas a atividades classificadas como “operações terroristas”, envolvendo o uso de inteligência artificial, sistemas de informação e monitoramento de alvos.
A Guarda Revolucionária não apresentou provas que sustentem as acusações. Ainda assim, afirmou que “as principais instituições envolvidas em operações terroristas serão consideradas alvos legítimos”, indicando que eventuais ataques poderiam atingir instalações vinculadas a essas companhias na região do Golfo.
Alerta envolve funcionários e áreas próximas
O comunicado inclui orientações diretas para trabalhadores e civis. Funcionários das empresas citadas foram aconselhados a deixar seus locais de trabalho imediatamente. Além disso, moradores em um raio de até um quilômetro das instalações também foram alertados a se afastar das áreas por segurança.
O texto estabelece um horário para o início das possíveis ações. A partir das 20h do dia 01 de abril no horário de Teerã, equivalente a 13h30 em Brasília, as companhias mencionadas devem “esperar a destruição de suas respectivas unidades em resposta a cada atentado no Irã”.
A justificativa apresentada pelas autoridades iranianas faz referência a ataques recentes atribuídos aos Estados Unidos e a Israel, que teriam causado mortes de cidadãos iranianos. O comunicado indica que a medida seria uma resposta direta a esses episódios, sem detalhar quais operações específicas motivaram a decisão.
Relatos de ataques ampliam clima de tensão
No mesmo dia do anúncio, surgiram informações sobre ações militares envolvendo estruturas ligadas à tecnologia e telecomunicações. De acordo com a emissora estatal iraniana Press TV, forças do país teriam atingido instalações associadas a empresas como Siemens e AT&T, além de centros próximos ao Aeroporto Ben Gurion e à cidade de Haifa, em Israel.
Esses locais seriam utilizados para operações militares, incluindo atividades com inteligência artificial, desenvolvimento de armamentos e redes avançadas de comunicação. Também houve menção a danos em uma instalação de telecomunicações, conforme publicação divulgada pela Al Jazeera na rede social X.
Cenário internacional segue pressionado
A nova ameaça ocorre em meio ao aumento das tensões entre Irã, Estados Unidos e Israel. O cenário é marcado por trocas de acusações e episódios recentes que elevaram o risco de confronto indireto na região.
Ao mesmo tempo, há sinais de movimentação diplomática. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem indicado interesse em buscar uma saída negociada para o conflito, com propostas consideradas mais duras. Do lado iraniano, no entanto, autoridades mantêm resistência e rejeitam iniciativas vindas de Washington.
A inclusão de grandes empresas globais no centro desse cenário amplia a preocupação internacional, especialmente pelo impacto potencial em setores estratégicos e pela possibilidade de novos desdobramentos envolvendo infraestrutura tecnológica e financeira.

