O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país norte-americano não irá tomar medidas em busca de reabrir o Estreito de Ormuz, principal rota estratégica para o transporte global de petróleo no mundo. Em crítica aos países que recusaram participar da operação militar conjunta contra o Irã, o chefe de Estado disse que essas nações devem assumir a responsabilidade e agir por conta própria diante do problema.
Em suas redes sociais, o chefe de Estado apontou principalmente o Reino Unido, que, segundo ele, se recusou a se envolver na decapitação do Irã e, por isso, terá que aprender a “lutar por si mesmo”. Além disso, o presidente cita, em outra mensagem, que a França “foi MUITO INÚTIL”, país que impediu que aviões carregados com suprimentos militares com destino a Israel sobrevoassem o território francês.
O comunicado indica que eles próprios devem tomar medidas para viabilizar a abertura da passagem ou que passem a comprar petróleo dos Estados Unidos. Conforme noticiado pelo O Brasilianista, a passagem de navegação do Estreito de Ormuz saiu de 138 navios por dia para cerca de um navio por dia após o início dos conflitos no Oriente Médio, que já resultou em pelo menos 21 ataques contra embarcações.
“Para todos os países que não conseguem combustível de aviação por causa do Estreito de Ormuz, como o Reino Unido, que se recusou a se envolver na decapitação do Irã, tenho uma sugestão: Número 1, comprem dos EUA, temos bastante, e Número 2, criem coragem, vão até o Estreito e simplesmente TOMEM. Vocês terão que aprender a lutar por si mesmos, os EUA não estarão mais lá para ajudá-los, assim como vocês não estiveram lá para nos ajudar. O Irã foi, essencialmente, dizimado. A parte difícil já passou. Vão buscar seu próprio petróleo! Presidente DJT”, disse no Truth Social.
Derrotar marinha iraniana é meta para os EUA
Durante coletiva de imprensa, na manhã desta terça-feira (31), o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, reforçou as críticas feitas aos países europeus que se recusaram a apoiar ações contra o Irã, conforme informações da CNBC. “Há países ao redor do mundo que também deveriam estar preparados para assumir a responsabilidade por essa via navegável crucial”, opinou.
Sobre a possibilidade de o país norte-americano reabrir o Estreito de Ormuz ao fim da guerra, o secretário disse que a meta principal é derrotar a marinha iraniana, e que o problema não é necessariamente apenas dos EUA. “Acho que outros países deveriam prestar atenção às palavras de Trump”, disse Hegseth e seguiu: “Ele está sugerindo que talvez as pessoas devessem começar a aprender a se defender”.
Estreito de Ormuz
Logo no início dos conflitos, o Irã determinou que a passagem marítima pelo Estreito de Ormuz fosse fechada. Com a medida, navegações de transporte de petróleo e gás do Golfo Pérsico, responsáveis por abastecer cerca de 20% da demanda mundial da commodity, foi diretamente afetada. Além disso, o local também é utilizado por embarcações que carregam alimentos, comprometendo o transporte de comida para cerca de 100 milhões de pessoas, segundo informado recentemente por O Brasilianista.
Os efeitos são sentidos em vários países do mundo, especialmente nas economias mais dependentes da importação de energia. Na prática, a interrupção do fluxo de petróleo e gás e a instabilidade no abastecimento têm pressionado os preços internacionais e gerado incertezas econômicas no mercado financeiro.

