Geraldo Alckmin (PSB) será novamente candidato a vice-presidente na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputará reeleição neste ano. Lula confirmou nesta terça-feira (31) a saída de Alckmin do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) para seguir a candidatura.
A declaração ocorreu nesta manhã em reunião ministerial no Palácio do Planalto, transmitida ao vivo pelo YouTube.
O presidente também anunciou a saída de ao menos 14 ministros do governo até o dia 4 de abril para poderem se candidatar a novos cargos políticos para as eleições. Vale lembrar que, de acordo com a legislação eleitoral, aqueles que ocupam cargos no Executivo precisam deixar suas funções até seis meses antes de disputar o pleito. O primeiro turno ocorre no dia 4 de outubro de 2026.
Os únicos cargos do Executivo que podem seguir nos mandatos até a eleição são o Presidente e Vice-Presidente da República.
No caso de Alckmin, ele deve sair somente do comando do MDIC para poder concorrer na chapa de Lula novamente.
Quem é Geraldo Alckmin?
Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho nasceu em 7 de novembro de 1952 e é o atual vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Ele é médico de formação, graduado pela Faculdade de Medicina de Taubaté (hoje, Unitau), além de professor universitário.
Segundo o governo, Alckmin ingressou na política há 50 anos. Ao longo dessas décadas, assumiu vários cargos eletivos: foi vereador e prefeito de Pindamonhangaba (SP) – sua cidade natal -, deputado estadual, deputado federal, vice-governador e governador de São Paulo, sendo a pessoa que mais tempo ficou neste último cargo.
Ele foi governador de São Paulo quatro vezes e é um dos fundadores do PSDB, mas deixou o partido no final de dezembro de 2021 e se filiou ao PSB, após mais de três décadas, para compor a chapa de Lula à Presidência da República.
Enquanto deputado, de acordo com a própria Câmara dos Deputados, Alckmin atuou em comissões relacionadas a Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; Constituição e Justiça e de Redação; Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias; Desenvolvimento Urbano e Interior; Saúde, Previdência e Assistência Social; e Seguridade Social e Família.
Os “Vingadores” de Lula nas eleições de 2026
A disputa presidencial de 2026 não acontece somente entre os candidatos diretos à Presidência da República. Isso porque os aliados que estiverem entre colégios eleitorais estratégicos podem mudar o resultado das urnas até outubro.
Além disso, as mudanças para os próximos quatro anos de mandato são relevantes: o Senado mudará dois terços de suas vagas e os parlamentares devem permanecer pelos próximos oito anos.
Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), isso provoca uma real chamada por “Vingadores” para ajudar com sua campanha neste ano. Mais ainda está em jogo para Lula: suas escolhas para recomendação ao Senado devem ser determinantes para que consiga formar um bom equilíbrio — ou maioria — pelos quatro anos seguintes ao seu mandato, período em que não poderá ser reeleito.
Até o momento, ele foca em uma estratégia para São Paulo, que é um dos mais importantes colégios eleitorais para a disputa presidencial.
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), anunciou no início de março que concorrerá ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026. Por sua vez, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também a pedido de Lula, afirmou que vai concorrer ao Palácio dos Bandeirantes como oposição ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Agora, Alckmin se torna seu próximo aliado na disputa eleitoral de 2026.

