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Economia

Crise no BRB pressiona governo do DF enquanto BC evita intervenção imediata

Cenário econômico amplia desafios para o governo federal

Deputados distritais temem a quebra do BRB

A situação do Banco de Brasília (BRB) entrou em zona crítica após a instituição deixar de divulgar, pela segunda vez consecutiva, seu balanço trimestral. Segundo o Banco Central do Brasil, a estratégia, por ora, é evitar medidas extremas, como intervenção ou liquidação, antes de esgotar alternativas de reequilíbrio financeiro. Ainda assim, o risco segue no radar. As informações são do Estadão.

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Na prática, o BC deve seguir o protocolo tradicional de supervisão bancária, o mesmo aplicado em casos recentes como o do Banco Master. Esse rito prevê etapas graduais de acompanhamento, mas não descarta ações mais duras caso a situação se agrave.

O tamanho exato do prejuízo do BRB ainda é desconhecido. De acordo com a Folha de S.Paulo, o banco justificou o atraso na divulgação dos resultados pela necessidade de concluir uma auditoria forense ligada à chamada operação “Compliance Zero”. A apuração envolve transações com o Banco Master e seus impactos nas contas da instituição.

Diante do cenário, o presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, anunciou que pretende buscar entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões via empréstimo com um sindicato de bancos. Paralelamente, o BRB já solicitou R$ 4 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos.

No campo político, a crise pressiona o governo do Distrito Federal. A governadora Celina Leão avalia um plano de socorro que pode incluir apoio do governo federal, liderado por Lula. Segundo o Estadão, mudanças na equipe econômica local também estão em análise.

Uma assembleia de acionistas foi marcada para o dia 22, com o objetivo de aprovar um aumento de capital e tentar cobrir o rombo.

Economia pressiona com dívida alta e crédito caro

O cenário do BRB se insere em um contexto econômico mais amplo de pressão. Dados do Banco Central mostram que a dívida bruta do governo geral atingiu 79,2% do PIB em fevereiro, o maior nível desde 2021, segundo o Valor Econômico. O avanço é puxado principalmente pelos juros elevados.

Ao mesmo tempo, o governo federal estuda medidas para aliviar o endividamento das famílias. Uma das propostas em discussão no Ministério da Fazenda envolve o uso de recursos esquecidos em contas bancárias, cerca de R$ 10,5 bilhões, de acordo com o Sistema de Valores a Receber. A informação é de O Globo.

Ainda segundo o Valor, o mercado de trabalho formal mostra sinais de desaceleração, apesar de números ainda robustos. Em fevereiro, foram criadas 255,3 mil vagas com carteira assinada, mas economistas já apontam perda de fôlego.

No setor de energia, o aumento dos preços também preocupa. O governo avalia subsidiar temporariamente o gás de cozinha, enquanto o mercado livre de energia enfrenta alta de preços e escassez de contratos de longo prazo, de acordo com Folha e O Globo.

Diesel, guerra e pressão política

A alta do diesel, impulsionada por tensões internacionais, especialmente a guerra no Irã, levou o governo a propor subsídios ao combustível. A medida prevê divisão de custos entre União e estados, mas enfrenta resistências, como a do Distrito Federal, que optou por não aderir, segundo a Folha.

Em meio à escalada de preços, Lula afirmou que não descansará enquanto o diesel não parar de subir, em discurso com críticas ao cenário internacional, relata O Globo.

Infraestrutura

Mesmo com as turbulências, o setor de infraestrutura segue movimentado. A EcoRodovias venceu o leilão da Rota Gerais, realizado na B3, com desconto de 19% sobre a tarifa de pedágio, informou a Folha.

Já o ministro dos Transportes, Renan Filho, busca um acordo com a Vale para viabilizar a renovação de contratos ferroviários estratégicos, que dependem de aval do Tribunal de Contas da União.