Publicidade
Economia

O que Lula quis dizer ao falar em punição no diesel e controle de preços?

Governo reduz impostos, amplia fiscalização e tenta impedir que alta internacional chegue ao consumidor

O que Lula quis dizer ao falar em punição no diesel e controle de preços?

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em entrevista ao Grupo Cidade de Comunicação, que o governo pode punir agentes que elevarem o preço do diesel mesmo após medidas para reduzir custos, como a isenção de impostos.

Publicidade

Ao citar a guerra no Oriente Médio como fator central da alta, Lula detalhou ações para conter os preços e evitar impactos diretos no custo de vida.

Guerra e impacto no combustível

Como afirmou Lula, a alta dos combustíveis está diretamente ligada ao cenário internacional. Ele declarou: “Nós temos uma guerra. Os Estados Unidos se meteram a fazer uma guerra desnecessária no Irã.”

O presidente também detalhou o efeito no abastecimento: “Por conta da guerra, o Irã bloqueou o Estreito de Ormuz e está faltando óleo diesel. O Brasil importa 30% de óleo diesel. O Brasil produz 70%.”

Corte de impostos e tentativa de segurar preços

Lula explicou que o governo adotou medidas tributárias para conter a alta dos combustíveis. Ele afirmou: “Nós tomamos a atitude de isentar PIS e COFINS, no equivalente a 32 centavos do preço do óleo diesel, para a Petrobras não precisar aumentar.”

Também citou articulação com governadores: “E fizemos uma isenção para os governadores não precisarem aumentar.”

Críticas ao mercado e fiscalização ampliada

O presidente direcionou críticas a agentes econômicos e indicou atuação mais rígida do poder público. Ele declarou: “Como tem gente mau caráter neste país, tem gente que, mesmo recebendo para não aumentar, está aumentando.”

Na sequência, afirmou: “Nós estamos com a Polícia Federal, estamos com todos os Procons dos estados, tudo fiscalizando, porque nós vamos ter que colocar alguém na cadeia.”

Distribuição e preço final na bomba

Lula apontou que a diferença entre o preço nas refinarias e o valor ao consumidor está no centro do problema.

Ele afirmou: “Se a gente tivesse distribuidor, a gente controlava, porque a Petrobras, ela baixa o preço na Petrobras, mas não chega na bomba.”

Acordo com estados e divisão de custos

O governo negocia medidas conjuntas com governadores para reduzir a pressão sobre os combustíveis. Lula explicou: “Estamos propondo aos governadores um acordo para eles reduzirem o ICMS e o governo paga metade e eles pagam metade.

Ele também destacou o formato da negociação: “Nós não queremos fazer na marra. Nós queremos fazer um acordo e isso vai acontecer.”

Estratégia para conter impacto na economia

O presidente afirmou que a prioridade é evitar que a alta dos combustíveis afete outros preços da economia.

O presidente também citou mudanças estruturais: “Eu tenho assumido o compromisso e nós vamos fazer o que tiver ao alcance do governo para não permitir que a guerra do seu Trump e a guerra do seu Netanyahu contra o Irã aumente o preço do feijão, da alface, da salada.”

Medidas ocorrem em meio à alta global

Como informou a CNN Brasil, Lula também reforçou que o governo não permitirá que a escalada internacional pressione os preços internos sem resposta e mencionou a atuação de órgãos de fiscalização.

Já de acordo com O Globo, o presidente afirmou que há agentes elevando valores de forma indevida mesmo após medidas de redução de custos, e que esses casos serão alvo de punição.

Contexto da guerra

A escalada do conflito no Oriente Médio tem pressionado o mercado global de energia e elevado o preço do petróleo, com reflexos diretos sobre combustíveis como o diesel.

Como divulgado pelo O Brasilianista, com base em dados do Valor Econômico, um relatório do banco Macquarie projeta que o barril pode chegar a US$ 200 caso a guerra entre Irã, Estados Unidos e aliados se prolongue por mais alguns meses, especialmente se houver bloqueio do Estreito de Ormuz.

A região é considerada estratégica para o abastecimento mundial, com cerca de 15 milhões de barris por dia passando pela rota antes da crise.

Com as restrições impostas durante o conflito, o fluxo foi reduzido, pressionando a oferta global e elevando os preços.

Siga O Brasilianista no Instagram