Bolsas globais em fortes oscilações, dólar avançando e incertezas sobre juros e inflação estão rondando o mercado em meio à guerra no Oriente Médio. Nesse cenário, o que fazer com os investimentos?
Para o banco UBS, a recomendação é manter uma estratégia simples e estruturada, avaliando como a carteira de investimentos reagiria caso o conflito se prolongue. As informações são da Bloomberg Línea.
O principal foco no momento é garantir proteção do portfólio, ajustando posições que podem sofrer fortes quedas, apostando em ativos mais seguros como o dólar, título de dívida de alta qualidade, ou mesmo o ouro.
Diminuir a posição em ações cíclicas — aquelas que variam com o ciclo de juros — também é uma boa pedida neste momento de incertezas.
Petróleo x ouro
O mercado de commodities responde quase que imediatamente a falas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O preço do petróleo Brent, por exemplo, chegou a operar abaixo de US$ 100 por barril durante esta madrugada após declarar uma possível saída do Irã em três semanas.
A queda ocorreu em meio à expectativa de redução das tensões geopolíticas em uma das principais regiões produtoras de energia do mundo.
Posteriormente, o barril voltou a ser negociado próximo de US$ 103, mantendo parte do impacto inicial. A oscilação ocorreu em poucas horas.
Por sua vez, o ouro tem caído fortemente nos últimos tempos, assim como outros metais. A recomendação do UBS é se proteger com esse recurso, aproveitando seu valor baixo, visto que pode subir em pouco tempo.
O cobre é o metal mais indicado, especialmente devido a sua futura alta demanda.
Preservar o capital
Em momentos como este, um dos maiores erros do investidor é reagir emocionalmente ao ver a volatilidade em curto prazo, de acordo com especialista entrevistado pelo InfoMoney.
Nesses cenários, a recomendação é sempre preservar o capital sem deixar de investir, alocando o dinheiro em investimentos estratégicos.
Se prender a os retornos de curto prazo em ativos voláteis pode não ser o ideal.
Guerra pode durar quanto tempo?
Durante conversa com jornalistas na Casa Branca, Trump afirmou que os Estados Unidos podem deixar o Irã em “duas ou três semanas”.
Como informou a BBC, o presidente declarou que o objetivo de impedir o avanço nuclear iraniano já teria sido alcançado.
O líder americano afirmou que há possibilidade de um acordo, mas destacou que o conflito pode terminar mesmo sem negociação formal entre as partes envolvidas.
Autoridades iranianas negaram negociações diretas com os Estados Unidos, enquanto mantêm condições para encerrar o conflito, o que mantém incertezas no cenário diplomático.
Mesmo com a sinalização de saída, ações militares continuam sendo registradas na região. Informações da BBC indicam que ataques recentes atingiram áreas como Teerã e também pontos estratégicos no Golfo.
O Reino Unido anunciou o envio de cerca de 1.000 militares para reforçar a defesa aérea de aliados, incluindo Arábia Saudita e Bahrein, em resposta a ameaças de retaliação.
Além disso, houve registros de ataques a embarcações e drones, com impactos em rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo global.

