Publicidade
Geopolítica

Donald Trump afirma considerar saída dos EUA da OTAN; quais os possíveis efeitos?

Presidente norte-americano crítica a falta de apoio dos integrantes do tratado no conflito contra o Irã

Donald Trump afirma considerar saída dos EUA da OTAN; quais os possíveis efeitos?

Motivado pela falta de apoio de países aliados no conflito contra o Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou considerar seriamente a opção de retirar o país norte-americano da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Recentemente, ele criticou o Reino Unido e a França, declarando que essas nações terão que aprender a “lutar sozinhas”.

Publicidade

Segundo informações do Jornal Telegraph, Donald Trump afirmou que já havia dúvidas sobre a credibilidade da OTAN e intensificou o tom ao se referir a aliança como uma espécie de “tigre de papel”, expressão utilizada para indicar fraqueza apesar da aparência de força.

Diante disso, o chefe de Estado dos EUA ponderou que a saída do país do pacto de defesa é “irreconsiderável”. “Ah, sim, eu diria que [isso] não tem como ser reconsiderado”, afirmou Trump em entrevista. “Nunca me deixei influenciar pela OTAN. Sempre soube que eram um tigre de papel, e Putin também sabe disso, aliás.”

Durante entrevista, o presidente americano fez críticas também ao primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, por se recusar a participar da guerra americano-israelense contra o Irã, apontando que a Marinha Real não estaria preparada para o papel de defesa. “Vocês nem têm uma marinha. Estão velhos demais e tinham porta-aviões que não funcionavam”, disse.

Efeitos

A possibilidade de saída dos EUA da OTAN é alertada há algum tempo por especialistas internacionais, que viam nas declarações de Trump sinais aparentes da possibilidade de não honrar seus compromissos com o tratado. O cenário preocupa pela possibilidade que tem de enfraquecer completamente a aliança militar, considerada uma das mais importantes do mundo em relação à segurança e defesa coletiva, de acordo com a Reuters.

Segundo o secretário de Defesa, Pete Hegseth, cabe ao presidente Donald Trump decidir sobre a saída ou permanência no tratado, bem como afirmou que, se os integrantes não estão dispostos a dar apoio quando necessário, a aliança não está suficientemente fortalecida. “Você não tem uma aliança sólida se tiver países que não estão dispostos a te apoiar quando você precisa deles. (Trump) está simplesmente apontando isso e, no fim das contas, será ele quem decidirá como isso se concretizará”, disse Hegseth.

Abertura do Estreito de Ormuz

Conforme noticiado recentemente pelo O Brasilianista, países participantes da OTAN não demonstraram disposição para apoiar a reabertura do Estreito de Ormuz, rota marítima responsável por transportar 20% do petróleo mundial e que foi fechada após o início da guerra no Irã. Em suas redes sociais, Donald Trump afirmou que não pretende tomar medidas para viabilizar a reabertura da passagem, responsabilidade que será dos países que necessitam do abastecimento da commodity.

“Para todos os países que não conseguem combustível de aviação por causa do Estreito de Ormuz, como o Reino Unido, que se recusou a se envolver na decapitação do Irã, tenho uma sugestão: Número 1, comprem dos EUA, temos bastante, e Número 2, criem coragem, vão até o Estreito e simplesmente TOMEM. Vocês terão que aprender a lutar por si mesmos, os EUA não estarão mais lá para ajudá-los, assim como vocês não estiveram lá para nos ajudar. O Irã foi, essencialmente, dizimado. A parte difícil já passou. Vão buscar seu próprio petróleo! Presidente DJT”, disse o presidente no Truth Social.

Acompanhe as redes sociais do O Brasilianista