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Economia

Robôs humanoides vão roubar empregos? “A perda de funções já vem acontecendo”, alerta especialista

Avanço acelerado da automação pressiona empresas e exige adaptação da força de trabalho

Robôs humanoides vão roubar empregos? “A perda de funções já vem acontecendo”, alerta especialista

O avanço da inteligência artificial (IA) e dos robôs humanoides já começa a transformar empresas, empregos e setores inteiros da economia, com impactos diretos sobre produtividade e mercado de trabalho.

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Em exclusiva para O Brasilianista, Rhikley Erick, engenheiro de computação e especialista em tecnologia, afirmou que a expansão dessas ferramentas ocorre de forma acelerada e já ultrapassa ambientes industriais, chegando ao cotidiano das pessoas.

Expansão além das fábricas

Segundo Erick, o uso de robôs e inteligência artificial deixou de ser restrito à indústria e passou a ocupar novos espaços, como serviços, residências e transporte.

“O avanço das IAs é essencial para o desenvolvimento geral de forma exponencial, visto que cada dia que passa mais ambientes estão aderindo às IAs como ferramentas”, disse.

Ele explica que a automação já existe há décadas, mas ganhou nova dimensão com tecnologias mais avançadas.

“Os robôs existem há mais tempo, mas agora não estão presos apenas a uma zona industrial, estão chegando dentro das casas, veículos e afins”, destaca.

De acordo com levantamento, citado por Ross Dawson, o mercado de robôs humanoides deve saltar de US$ 2,1 bilhões em 2020 para US$ 7,9 bilhões em 2025, ampliando o alcance dessas tecnologias.

Gigantes lideram o movimento

O desenvolvimento dessas soluções está concentrado principalmente em grandes empresas de tecnologia. Erick aponta que as chamadas big techs estão à frente desse processo global.

“As principais empresas que lideram esse mercado são as big techs como Google, Microsoft, Nvidia, Anthropic e Meta”, afirma.

Essas companhias investem em inteligência artificial e robótica para ampliar eficiência e reduzir custos operacionais.

Segundo a Forbes, empresas como Unitree, UBTech e Figure AI também ganham espaço no mercado de robôs humanoides, que ainda está em estágio inicial, mas com crescimento acelerado previsto para os próximos anos.

A tendência é de expansão da produção e da aplicação desses sistemas em setores como logística, indústria, saúde e atendimento ao consumidor.

Ganhos operacionais e produtividade

Do ponto de vista empresarial, a adoção dessas tecnologias traz ganhos relevantes de eficiência. Erick destaca que o principal impacto está na redução de custos e no aumento da produtividade.

“O maior impacto da utilização dessas tecnologias na economia seria o fato de que para empresas gera um baixo custo operacional, alta produtividade, análises mais assertivas e detalhadas”, explica.

Esse movimento já é observado em grandes corporações. Segundo a Deutsche Welle, empresas como Amazon, Microsoft e Shopify têm adotado inteligência artificial para automatizar tarefas e reduzir a necessidade de mão de obra em determinadas áreas.

Além disso, a automação permite acelerar processos e otimizar operações, o que altera a estrutura interna das empresas e redefine funções tradicionais.

Pressão sobre empregos

A substituição de trabalhadores por tecnologia já é uma realidade em diversos setores. Erick afirma que o processo de redução de postos de trabalho está em andamento, especialmente em áreas que passaram por automação.

“A perda de empregos já vem acontecendo, grandes empresas realizam demissões em massa em setores onde a adaptação foi realizada”, afirma.

Segundo o Governo Federal, até 2030 cerca de 92 milhões de empregos podem desaparecer, enquanto 170 milhões de novas funções devem surgir com a transformação digital.

Esse cenário aponta para uma reorganização do mercado, com mudanças na demanda por habilidades e maior necessidade de adaptação dos trabalhadores.

Necessidade de adaptação profissional

Diante desse cenário, Erick destaca que a principal resposta para trabalhadores é a requalificação. Ele afirma que profissionais precisarão desenvolver novas competências para acompanhar as mudanças tecnológicas.

“A tendência é a requalificação profissional, sendo transição de carreira ou dominar o uso das IAs em seu campo de atuação”, explica.

Além disso, ele ressalta a importância de habilidades humanas, que ainda não podem ser replicadas por máquinas.

“A IA não consegue ter empatia emocional, então áreas como saúde, educação e trabalhos artesanais tendem a se manter mais resilientes”, destaca.

O Governo Federal também aponta que políticas públicas devem focar em capacitação e inclusão digital, com investimentos em formação profissional para reduzir impactos negativos no mercado de trabalho.

Riscos para empresas e mercado

Apesar dos ganhos, a adoção acelerada dessas tecnologias também traz riscos para as próprias empresas. A dependência excessiva de sistemas automatizados pode gerar vulnerabilidades operacionais e desafios regulatórios.

Segundo análise da Forbes, o mercado de robôs humanoides ainda é considerado imaturo, com produção limitada e desafios na escala comercial. Isso significa que investimentos elevados podem não gerar retorno imediato.

Além disso, há riscos ligados à aceitação do consumidor, segurança dos sistemas e integração com processos já existentes, o que exige planejamento estratégico por parte das empresas.

Cenário em transformação contínua

O avanço da inteligência artificial e da robótica aponta para um cenário de mudanças estruturais na economia global.

Erick avalia que a tecnologia não deve apenas substituir funções, mas transformar a forma como o trabalho é realizado. “A tecnologia apresenta oportunidades, mas exige adaptação constante”, afirma.

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