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Entrevistas

Politização do Judiciário reflete inércia ou fragilidade dos outros Poderes, diz professor

Guillermo Boscán Carrasquero concedeu entrevista exclusiva a O Brasilianista

Politização do Judiciário reflete inércia ou fragilidade dos outros Poderes, diz professor

A politização do Judiciário muitas vezes ocorre como reflexo da inércia ou da fragilidade do Executivo e do Legislativo.

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A análise foi feita pelo professor Guillermo Boscán Carrasquero, da Universidade de Salamanca, em entrevista exclusiva a O Brasilianista.

Segundo Carrasquero, quando outros Poderes falham em suas funções, o Judiciário tende a ocupar esse espaço.

O tema se amolda perfeitamente ao Brasil, que vive uma crise há mais de uma década por conta de uma série de presidentes da República sem força no Congresso e devido à falta de vontade dos congressistas em discutir problemas espinhosos que afetam a sociedade em diversas áreas.

Esse contexto fez com que o Supremo Tribunal Federal (STF) passasse a decidir sobre tudo e todos, colocando a Corte no centro do debate republicano.

O passar do tempo fez com que o alcance das decisões dos ministros do STF passasse a incomodar a política, principalmente quando o assunto é orçamento público.

Os julgamentos sobre o Orçamento Secreto, em 2022, e o pagamento sem transparência de emendas parlamentares são os principais exemplos.

Assista à entrevista: