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Geopolítica

Brasil pode se tornar alvo dos Estados Unidos após declarações de Lula; entenda

Presidente afirmou que a China é o país mais disposto a cooperar com o Brasil atualmente

Brasil pode se tornar alvo dos Estados Unidos após declarações de Lula; entenda

Em declarações feitas recentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o país mais disposto a cooperar com o Brasil, atualmente, é a China. Diante disso, volta a ganhar força a ideia de que o Brasil possa voltar a ser alvo dos Estados Unidos em diferentes ligas.

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Em Washington, mesmo estando em um contexto que se trata da busca por diferentes parcerias fora do país, essa afirmação pode passar por uma interpretação ligada não só a economia, mas também por um sinal de natureza política.

Repercussão no mundo

A consequência dessa fala é, de certa forma, já esperada. Em relação ao campo institucional e judicial, existe um risco de aumentos nas declarações públicas ou relatórios sobre o Poder Judiciário do país e do funcionamento do sistema eleitoral.

Na segurança, a expansão dos terroristas, pautados num conceito de organizações passíveis de classificação, tem a chance de alcançar redes ligadas ao crime organizado transnacional. Isso pode gerar repercussões para o Brasil, mesmo que de formas indiretas, sendo identificadas conexões de caráter financeiro ou logístico.

O caso da imigração também pode sofrer enorme pressão no caso do Departamento de Estado dos EUA (DoS), podendo fazer vista grossa e ampliando o cancelamento e uso seletivo de vistos dos empresários e autoridades brasileiras.

No que diz respeito a questões financeiras e tributárias, a chance de fiscalizações mais rigorosas sobre transações de cidadãos e empresas brasileiras que atuam internacionalmente tende a aumentar. Isso se trata mais de um efeito secundário a partir de uma política que abrange o monitoramento dos fluxos financeiros de todo o mundo.

Quando se é falado de uma disputa estratégica envolvendo países que são considerados grandes potências, qualquer aproximação é vista como uma mudança de posicionamento. Diante disso, os Estados Unidos podem responder de forma indireta, espalhando-se por diferentes áreas.

Declaração ganha relevância

Em um contexto onde a rivalidade das grandes potências vem crescem cada vez mais, aumentam também as consequências políticas diante de decisões econômicas. Dessa forma, o Brasil retorna para uma posição de equilíbrio instável entre a vulnerabilidade e a autonomia.

Um cenário mais desafiador perante a uma instituição interna mais estável e uma política externa passa a ser um resultado do que foi citado. Quando se somam os vetores de caráter judicial, financeiro, tributário, migratório e de segurança, passa a existir uma maior pressão sistemática, deixando de lado os efeitos isolados.

A declaração do presidente Lula ganha uma ainda mais relevância quando se é demonstrado uma afinidade ou preferência por um parceiro estratégico. E a resposta dos Estados Unidos vai para um lado mais focado na ampliação da pressão velada, do controle e de mecanismos de monitoramento.

Brasil e China

Como noticiado anteriormente pelo O Brasilianista, a busca por uma cooperação com empresas da China surge como uma oportunidade de avançar na elaboração de novas tecnologias de Inteligência Artificial. O país asiático é conhecido por ter grandes empresas consideradas frentes da tecnologia mundial, de acordo com o Ministério da Indústria, Comércio e Serviços.

A questão fundamental, portanto, não está na legitimidade da diversificação de parcerias, afinal isso faz parte da tradição da política externa brasileira, mas na capacidade de mensurar e administrar seus efeitos.

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