O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi mencionado por pouco mais de 50% dos entrevistados em um levantamento divulgado na quarta-feira (01/04), feito pela AtlasIntel em parceria com a Arko Advice, como o líder político com a maior rejeição do Brasil.
A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), garantindo transparência nos dados coletados. Ao todo, foram ouvidos, durante os dias 16 a 23 de março, 4.224 eleitores. A pesquisa possui um nível de 95% de confiança e uma margem de erro de dois pontos percentuais a mais ou a menos, além de utilizar um método de recrutamento digital. As informações são do portal Região Noroeste.
Envolvimento com corrupção
De acordo com a maioria do grupo, totalizada em 86% dos que rejeitam o presidente, o que mais determina é o envolvimento com episódios de corrupção. Além disso, outras razões apuradas são a crença da população de que o atual governo é autoritário e antidemocrático e visão que o mesmo tem o objetivo de tornar o povo dependente do Estado.
O esquema do mensalão é um episódio presente no histórico de Lula que pode estar presente como conivência ao crime, mesmo que não tenha sido julgado. Já a Lava Jato foi o motivo do atual presidente ter sido condenado e preso. As informações são do O Antagonista.
Outros líderes políticos
O levantamento também concluiu que pouco mais de 60% do eleitor que rejeita Lula, nunca votou no PT antes. Uma parcela de 30,3%, quase a metade, afirma já ter depositado o seu voto no petista em eleições anteriores a 2014, enquanto apenas 7,5% já deram suporte mais recentemente.
O segundo colocado da lista, logo atrás de Lula, com um percentual bem mais baixo, é o senador Flávio Bolsonaro (PL), mencionado por 24% dos eleitores. E o ex-presidente Jair Bolsonaro, que segue em prisão domiciliar temporária, tem um índice de rejeição equivalente a 16,3%, ocupando o terceiro lugar do ranking.
Ainda com índices menores de desaprovação aparecem nomes da oposição, como o deputado Nikolas Ferreira e Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama.
Motivos da rejeição
Como publicado anteriormente pelo O Brasilianista, parte da insatisfação está ligada diretamente à figura de Lula. O estilo de liderança, a reação diante de crises e a sua comunicação são fatores influentes na percepção da população.
Como essa avaliação negativa é concentrada no líder político, trocas na equipe ou mudanças administrativas não alteram muito a opinião pública imediatamente nesse tipo de situação, e os ajustes internos acabam tendo pouco alcance.
Outros fatores que também influenciam a opinião pública são relacionados a episódios específicos. Um exemplo recente envolveu um desfile de escola de samba no carnaval, interpretado por líderes religiosos como ofensivo a símbolos cristãos.
A reação foi forte, principalmente entre evangélicos. Para esse grupo, o caso aprofundou um distanciamento já observado anteriormente. O impacto é relevante também nas redes sociais, ganhando espaço e aumentando as críticas.

