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Geopolítica

Quem era Majid Khademi, chefe da inteligência iraniana morto por Israel?

Ele morreu após ataques israelenses no Irã

Quem era Majid Khademi, chefe da inteligência iraniana morto por Israel?

Mais uma figura-chave das Forças Armadas iraniana foi morta em ataques aéreos israelenses e norte-americanos. Majid Khademi, chefe da organização de inteligência da Guarda ‌Revolucionária Islâmica do Irã foi morto nesta segunda-feira (06), segundo a Reuters.

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De acordo com a mídia iraniana, ele morreu em um “ataque terrorista do inimigo americano-sionista (israelense)”.

O conflito começou em 28 de fevereiro e, apesar das recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre um possível cessar-fogo e que o objetivo de destruir o arsenal nuclear iraniano foi alcançado, ainda não há previsão de encerramento da guerra.

Quem foi Majid Khademi?

De acordo com a Reuters, ele assumiu o comando da organização de inteligência da Guarda ‌Revolucionária Islâmica do Irã em 2025, depois que ataques ​aéreos israelenses mataram seu antecessor.

Antes de ser ‌nomeado, o homem foi líder da Organização de Proteção de Inteligência da Guarda, responsável pela vigilância ⁠interna ​e ​contraespionagem, além de ocupar cargos de chefia ⁠no Ministério da ​Defesa do Irã.

Khademi também passou décadas em ​funções de inteligência e contraespionagem ao mesmo tempo em que aumentava sua relevância no setor de segurança do Irã.

Vale destacar que o braço de inteligência da Guarda é ​um dos órgãos de segurança mais poderosos do ​país pérsico. Sua principal função é a vigilância ⁠interna para combater a influência estrangeira.

Em diversas ocasiões a pasta opera em paralelo com o Ministério da Inteligência ​Civil.

A surpreendente resistência iraniana

Conforme mostrado pelo O Brasilianista, a medida em que a guerra cresce revela um elemento fora do cálculo inicial de Washington: a capacidade de reação do regime iraniano. Ao contrário do que ocorreu na Venezuela, onde Nicolás Maduro e Cilia Flores foram capturados por forças americanas e substituídos por Delcy Rodríguez sob influência dos Estados Unidos, o cenário no Irã se mostrou mais complexo.

Analistas apontam que houve uma interpretação equivocada das diferenças estruturais entre os dois países. Mesmo após a morte do líder supremo Ali Khamenei no ataque inicial, o aparato estatal iraniano permaneceu funcional e continuou a responder militarmente.

Trump chegou a prever um conflito breve, com desfecho definido por sua própria decisão. No entanto, avaliações críticas indicam que seu círculo político tende a reforçar suas posições, limitando o espaço para contrapontos. Segundo essas análises, a ausência de uma diretriz política consistente compromete o uso eficaz do poder militar americano.

A resistencia iraniana está ligada também a sua estrutura. Consolidado após a Revolução Iraniana de 1979 e fortalecido durante a guerra contra o Iraque, o regime tem uma mistura de instituições duravéis com uma base ideológica que valoriza o “sacrifício”.

Nesse modelo, a eliminação de lideranças tem impacto reduzido. Perdas humanas, inclusive civis, são tratadas como custo aceitável para garantir a continuidade do sistema.

Sem capacidade de enfrentar diretamente a superioridade militar de Estados Unidos e Israel, o Irã optou por ampliar o alcance do conflito. Ataques passaram a atingir países do Golfo, bases americanas e o território israelense. Entre os efeitos mais relevantes está o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial.

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