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Política

Quem são os 17 ministros que deixam o governo Lula em busca de cadeiras políticas em 2026?

As mudanças, neste momento, ocorreram em razão da obrigatoriedade do período de desincompatibilização

Quem são os 17 ministros que deixam o governo Lula em busca de cadeiras políticas em 2026?

A chegada do período eleitoral incentivou a saída de 17 ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto outros 20 nomes permanecem no comando de órgãos públicos federais até o fim da atual gestão. A movimentação, divulgada durante reunião ministerial na última semana, é apontada como uma estratégia para garantir o fortalecimento do palanque do atual chefe do Executivo.

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Em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), o governo anunciou oito exonerações e nomeações do primeiro escalão da Esplanada dos Ministérios, como a da Ministra de Estado do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, que deve concorrer ao Senado Federal pelo estado de São Paulo. Recentemente, foi comunicada também a saída de Fernando Haddad, que tentará o governo paulista, segundo informações da Agência Brasil.

As mudanças, neste momento, ocorreram em razão da obrigatoriedade legal da chamada desincompatibilização, que determina que autoridades com cargo no Executivo deixem os seus postos em até seis meses antes das eleições para participar da corrida eleitoral, regra que não vale para candidatos à reeleição, como o caso de Tarcísio de Freitas. O prazo máximo para realizar a manobra era até o dia 4 de abril.

Pastas alteradas

Entre as mudanças está a da ex-ministra Anielle Franco, da Igualdade Racial para concorrer a Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro, bem como a de Gleisi Hoffmann, ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais, que é pré-candidata ao Senado pelo Paraná. O presidente Lula realizou mudanças internas para recompor a saída de Carlos Fávaro da Agricultura e Pecuária, a partir da transferência do então ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, para ficar à frente da pasta. As informações são do InfoMoney.

Quem foi exonerada do cargo de ministra também foi Macaé Evaristo, que ficava à frente do Ministério de Direitos Humanos e Cidadania para se tornar pré-candidata à Câmara dos Deputados por Minas Gerais. O ex-ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, saiu para tentar uma vaga na Câmara por Pernambuco.

Demais exonerações realizadas pelo governo:

  • Ministério do Esporte – André Fufuca
  • Ministério da Educação – Camilo Santana
  • Ministério da Agricultura e Pecuária – Carlos Fávaro
  • Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio – Geraldo Alckmin
  • Ministério da Secretaria de Relações Institucionais – Gleisi Hoffmann
  • Ministério das Cidades – Jader Filho
  • Ministério do Microempreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte – Márcio França
  • Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima – Marina Silva
  • Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar – Paulo Teixeira
  • Ministério dos Transportes – Renan Filho
  • Ministério da Casa Civil – Rui Costa
  • Ministério dos Povos Indígenas – Sônia Guajajara

Os 20 ministros que seguem no governo:

  • Ministério da Saúde – Alexandre Padilha
  • Ministério de Minas e Energia – Alexandre Silveira
  • Ministério da Agricultura e Pecuária – André de Paula
  • Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos – Esther Dweck
  • Ministério das Comunicações – Frederico Siqueira
  • Ministério da Secretaria-Geral da Presidência – Guilherme Boulos
  • Ministério do Turismo – Gustavo Feliciano
  • Ministério da Advocacia-Geral da União – Jorge Messias
  • Ministério da Defesa – José Múcio
  • Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – Luciana Santos
  • Ministério do Trabalho e Emprego – Luiz Marinho
  • Ministério das Mulheres – Márcia Lopes
  • Ministério do Gabinete de Segurança Institucional – Marcos Amaro
  • Ministério da Cultura – Margareth Menezes
  • Ministério das Relações Exteriores – Mauro Vieira
  • Ministério da Secretaria de Comunicação Social – Sidônio Palmeira
  • Ministério da Controladoria-Geral da União – Vinícius Carvalho
  • Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional – Waldez Góes
  • Ministério da Justiça e Segurança Pública – Wellington César Lima e Silva
  • Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome – Wellington Dias
  • Ministério da Previdência Social – Wolney Queiroz

Indicação de Jorge Messias

Recentemente, o governo anunciou também a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). Conforme noticiado pelo O Brasilianista, caso aprovado por sabatina no Congresso Nacional, o nome ocupará a vaga deixada pelo ex-ministro Roberto Barroso, aposentado antecipadamente desde 2025.

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