A Polícia Federal (PF) tem sido mais rápida no Caso Master do que na investigação sobre as fraudes em benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a aposentados e pensionistas. A informação foi passada a O Brasilianista por fontes com acesso aos dois casos.
Na investigação sobre o INSS, alguns pedidos de informações feitos à PF chegam a demorar 30 dias para serem respondidos. Na apuração sobre as fraudes envolvendo o Banco Master, os policiais federais têm respondido em poucos dias.
O Caso Master começou oficialmente em novembro de 2025, quando o Banco Central (BC) determinou o fim das atividades do banco e seu então dono, Daniel Bueno Vorcaro, foi preso pela primeira vez, na Operação Compliance Zero. Desde então, as autoridades descobriram um esquema fraudulento para garantir a liquidez do Master.
Laranjas, empresas de fachada e fundos de pensão de servidores públicos eram usados para transacionar e dar lastro a cédulas de crédito vendidas pela instituição financeira. As operações colocaram o Banco de Brasília (BRB) sob risco de falência e drenaram R$ 50 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), além dos investimentos não cobertos pelo FGC.
As investigações sobre fraudes no INSS começaram há um ano, com a deflagração da Operação Sem Desconto. Os descontos eram feitos ilegalmente por sindicatos de pensionistas e aposentados por meio de documentos falsos. Estimativas apontam que as fraudes desviaram mais de R$ 6,3 bilhões desde 2016.

