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Geopolítica

Nasa tem gastos bilionários ao mandar humanos à Lua. Quem paga por isso?

O projeto Artemis II foi lançado na última semana com quatro tripulantes

Nasa tem gastos bilionários ao mandar humanos à Lua. Quem paga por isso?

A Nasa enviou humanos à Lua após mais de 50 anos com projetos somente de satélites ao redor do astro. O programa Artemis, e a viagem Artemis II mandou quatro pessoas ao espaço na última quarta-feira (1º) e teve gastos bilionários.

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Segundo a CNN, a organização espacial dos Estados Unidos estima investimentos que superam os US$ 93 bilhões entre 2012 e 2025 — o equivalente a cerca de R$ 465 bilhões — para que o lançamento fosse concluído.

A cápsula Orion tem trajeto previsto de dez dias e não inclui pouso, mas opera como um teste completo dos sistemas que devem sustentar o retorno de humanos à Lua ainda nesta década.

De acordo com a Exame, dados da auditoria do Office of Inspector General (OIG) da Nasa, cada lançamento do conjunto Space Launch System (SLS) com a cápsula Orion custa cerca de US$ 4,1 bilhões (R$ 21,16 bilhões).

Esses números são um reflexo de mais de vinte anos de desenvolvimento, visto que desde os anos 2000 foram investidos cerca de US$ 23,8 bilhões em conjuntos de lançamento (SLS), US$ 20,4 bilhões na Orion e US$ 5,7 bilhões em sistemas terrestres. As informações ainda são da Exame, com dados compilados por organizações independentes.

Vale destacar que a estrutura de custos no projeto Artemis, bem como outros projetos espaciais, não funciona da mesma maneira do que modelos comerciais. O SLS utiliza contratos tradicionais com grandes fornecedores, o que eleva o custo por lançamento em comparação a foguetes reutilizáveis desenvolvidos pelo setor privado.

Quem financia os projetos espaciais?

O orçamento federal dos EUA é responsável por boa parte do financiamento a projetos espaciais, por meio de concessões da Nasa aprovadas pelo Congresso americano.

No entanto, o investimento também é feito por diversos parceiros internacionais e empresas nacionais do setor da aviação, tecnológico ou espacial.

Parceiros internacionais, em geral, contribuem diretamente em hardware, ou seja, tecnologia para que as análises sejam realizadas. É o caso da Agência Espacial Europeia (ESA), por meio da Airbus, que ajuda a fornecer propulsão, energia e suporte de vida. Outro exemplo é o Canadá que, por sua vez, contribui com tecnologias e garante presença na missão.

Argumentos para a existência do projeto

A Artemis II é um teste direto entre o projeto não tripulado da Artemis I, realizado em 2022, e futuras missões com pouso lunar, como a Artemis III.

Enquanto a Nasa argumenta que o programa consolida infraestrutura estratégica para presença humana sustentável na Lua, objetivo ideal para o governo atual dos EUA, o investimento elevado fomenta debates sobre custo-benefício.

Críticos aos projetos especiais indicam que o valor gasto por lançamento supera alternativas comerciais mais baratas e até mesmo mais sustentáveis.

Geopoliticamente, o planejamento espacial dos EUA pode impor maior poder econômico e comercial aos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, há uma disputa velada contra outras nações como a China, que desenvolve sua própria base lunar em parceria com a Rússia.

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