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Economia

Custo da cesta básica sobe nas 27 capitais do país, aponta Dieese

Com os preços atuais, seriam necessárias 97 horas e 55 minutos de trabalho para comprar a cesta básica com base no salário mínimo

Custo da cesta básica sobe nas 27 capitais do país, aponta Dieese

O valor pago pelos alimentos da cesta básica apresentou aumento em todas as capitais brasileiras no mês de março. Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a principal alta foi registrada em Manaus, com crescimento de 7,42% nos preços.

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A cesta básica também subiu em Salvador, com alta de 7,15%, seguida por Recife, que acumulou aumento de 6,97%, e Maceió, que registrou 6,76%. Além disso, Belo Horizonte, Aracaju, Natal, Cuiabá, João Pessoa e Fortaleza também apresentaram aumento no custo, observado entre 6,44% e 5,04%. Em 2026, todas as capitais registraram alta nos preços da cesta básica, com taxas que oscilaram entre 0,77%, em São Luís, e 10,93%, em Aracaju.

Maior custo da cesta básica por capital

Os dados apontam que a capital em que o conjunto de alimentos básicos custa mais caro é em São Paulo, com valor médio que chega a R$ 883,94. O estudo aponta que, para atender à determinação constitucional de cobrir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, o salário mínimo deveria ter sido de R$ 7.425,99 em março, o equivalente a 4,58 vezes o valor vigente no país, que é de R$ 1.621,00. Em relação ao tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica nas 27 capitais pesquisadas, foi verificada a necessidade de 97 horas e 55 minutos de trabalho.

O Rio de Janeiro é o segundo estado com maior custo, registrando R$ 867,97, seguido por Cuiabá, com R$ 838,40 e Florianópolis, que custou R$ 824,35 no mês. Já nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracajú, com R$ 598,45, Porto Velho, valendo R$ 623,42, e São Luís, com R$ 634,26. Os preços foram puxados principalmente pelo aumento do feijão, que subiu em todas as capitais do país.

Preços por alimento

Conforme apontado, o valor pago pelo feijão apresentou alta, registrando maiores preços do grão preto no Rio de Janeiro, Vitória, bem como em todos os munícipios do sul, com percentuais entre 1,68%, em Curitiba, e 7,17%, em Florianópolis. Já em relação ao grão carioca, coletado nas demais capitais, os aumentos ficaram entre 1,86%, em Macapá, e 21,48%, em Belém. Segundo o Dieese, a alta do feijão foi influenciada pela restrição de oferta, causada por dificuldades na colheita, que resultaram na redução da área plantada na primeira safra e na expectativa de menor produção na segunda safra.

Houve alta também no preço do tomate, com elevações que ficaram entre 0,72%, em São Luís, e 46,92%, em Maceió. O cenário de aumento nos custos é motivado pela perda de parte da colheita devido às chuvas, o que resultou em menor oferta do alimento no país.

A carne aumentou em 23 capitais, com destaque para Manaus, Palmas, Salvador e Maceió. Em outras quatro cidades, houve redução dos preços, sendo a mais expressiva em Boa Vista, com queda de 0,52%. O levantamento afirma que a elevação do valor no varejo da carne surgiu após demanda aquecida, diante da alta das exportações e pelo menor número de bezerros para reposição.

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