O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta quarta-feira (08) aplicar tarifas imediatas de 50% a qualquer país que tente fornecer armas ao Irã. De acordo com o Economic Times, a fala acontece logo após os países definirem cessar-fogo temporário.
Conforme indicado pelo O Brasilianista, o Irã enviou aos Estados Unidos uma proposta com alguns pontos para encerrar a guerra no Oriente Médio, na última terça-feira (07). Segundo o presidente Donald Trump, o documento serve como “base viável para negociação”, e sua apresentação levou à suspensão de ataques e à implementação de um cessar-fogo na região, de acordo com o InfoMoney.
O conteúdo não foi divulgado na íntegra, mas trechos foram apresentados pelo Conselho de Segurança Nacional iraniano e repercutidos pela Al Jazeera. Irã e Estados Unidos devem se reunir em Islamabad, no Paquistão, na sexta-feira (10), para abrir as tratativas, segundo a mídia estatal iraniana.
“Um país que fornecer armas militares ao Irã será imediatamente taxado em 50% sobre todos os produtos vendidos aos Estados Unidos da América, com efeito imediato. Não haverá exclusões ou isenções”, disse Trump em sua plataforma Truth Social.
O republicano também disse em uma postagem separada que seu governo está “conversando sobre o alívio de tarifas e sanções com o Irã”, após Teerã reabrir temporariamente o Estreito de Ormuz, principal canal de transporte de petróleo e outros suprimentos do mundo.
França lidera grupo de mais de 15 países na abertura do Estreito
O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que aproximadamente 15 países planejavam facilitar a retomada do tráfego pelo Estreito de Ormuz. Segundo a CNN, a declaração ocorreu após o anúncio do cessar-fogo.
“Cerca de 15 países estão atualmente mobilizados e participando do planejamento, sob a liderança da França, para viabilizar a implementação desta missão estritamente defensiva em coordenação com o Irã, a fim de facilitar a retomada do tráfego aéreo”, disse Macron em reunião sobre defesa.
O presidente francês ainda destacou que deseja que o Líbano seja incluído no acordo de paz, visto que a situação do país está crítica.
Em relação ao tráfego no Estreito desde o cessar-fogo, a Bloomberg indica que apenas sete navios foram vistos saindo da região e somente três entraram no canal. Em tempos de paz, mais de 135 navios transitam pela região por dia.
Para os países que possuem cargas na região, faltam informações das real segurança da passagem. Vale mencionar que uma das condições para que o Irã siga com a abertura é o controle da navegação, além de um pedágio de US$ 2 milhões por trânsito a depender da transportadora.
Principais pontos do plano de paz entre EUA e Irã
- Coordenação das forças armadas do Irã para preservar influência estratégica na região
- Suspensão dos combates contra os grupos integrantes do chamado “eixo da resistência”
- Retirada completa das tropas americanas de todas as bases localizadas na área de conflito
- Estabelecimento de normas de passagem segura no Estreito de Ormuz, garantindo a primazia iraniana conforme o acordo
- Reparação total pelos prejuízos infligidos ao Irã durante as hostilidades
- Cessação de todas as sanções diretas e indiretas, bem como de resoluções de organismos internacionais
- Liberação dos ativos e propriedades iranianas congelados no exterior
- Validação formal do acordo por meio de resolução obrigatória do Conselho de Segurança

