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Geopolítica

O que Trump quer, a OTAN pode fazer? Entenda a resposta da aliança aos EUA

O presidente dos Estados Unidos cobra participação da aliança em operações militares, mas OTAN não atende pedidos

O que Trump quer, a OTAN pode fazer? Entenda a resposta da aliança aos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a se sentir frustrado com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). O mesmo chegou a dizer que a aliança “deu as costas ao povo americano nas últimas seis semanas, quando é precisamente esse povo que financia a sua defesa”.

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Segundo a Carta Capital, Trump também criticou aliados europeus por não apoiarem ações militares dos EUA e Israel no Estreito de Ormuz durante o conflito com o Irã e mencionou a Groenlândia como “grande e mal administrada”.

A OTAN é uma aliança formada por países da Europa e da América do Norte para garantir a segurança e a liberdade de seus membros por meios políticos e militares. Politicamente falando, a organização tenta promover “valores democráticos” em um espaço permanente de consulta e permite que membros compartilhem informações, construam confiança e resolvam problemas para prevenir conflitos ao longo prazo.

A OTAN deve ceder pressão de Trump?

No âmbito militar, a OTAN conduz operações de gestão de crises e defende seus membros caso a diplomacia não seja suficiente. O Artigo 5º do Tratado de Washington diz que um ataque a qualquer país membro é considerado ataque a todos, isso permite uma resposta militar conjunta.

Essa cláusula foi criada após os ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos e permanece até os dias de hoje. Recentemente, a Polônia acionou o Artigo 4, para consultas urgentes entre os membros, após identificar drones russos sobre seu território.

Basicamente, Trump quer que a OTAN assuma uma postura mais ativa em operações militares determinadas pelos Estados Unidos, como apoiar intervenções no Oriente Médio ou proteger rotas estratégicas.

Mas a aliança não pode agir unilateralmente a favor de um único país, já que suas ações são decididas de forma coletiva por 32 membros. Essa ação só é possível por meio de consultas políticas e consenso militar conjunta com outros países.

Isso significa que nenhuma exigência individual, mesmo de um país central e de maior potência militar como os EUA, pode obrigar os demais a participar de guerras ou outras operações específicas.

OTAN não deve responder positivamente a Trump

A CBN disse que nesta quinta-feira (09), o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, havia afirmado que os países membros da aliança atendem praticamente todas as solicitações feitas pelos Estados Unidos na guerra do Oriente Médio.

Segundo ele, inicialmente alguns membros hesitaram em fornecer apoio, mas a situação evoluiu após a orientação de Trump. Rutte reforçou que, quando os ataques tiveram início, existiu surpresa entre os aliados, porque o presidente americano não os comunicou com antecedência.

O encontro entre Rutte e Trump aconteceu na quarta-feira (08), e logo depois algumas capitais europeias notaram indicações de que o estadunidense deseja ter compromissos concretos nos próximos dias para assegurar a segurança do Estreito de Ormuz, um ponto estratégico para o comércio global de petróleo.

No mesmo período, Trump também interveio diplomaticamente com Israel, solicitando ao primeiro ministro, Benjamin Netanyahu, que pudesse diminuir os ataques no Líbano para conseguir que suas negociações com o Irã tenham efeitos.

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